Título: Five Nights at Freddy’s (Cinco Noites no Freddy’s)
Baseado no jogo de videogame de mesmo nome.
Roteiro:
O roteiro foi escrito por Scott Cawthon (criador do jogo) e Emma Tammi (que também é a diretora do filme).
Direção:
Emma Tammi, que também dirigiu o filme The Wind (2019).
Duração:
O filme tem 1 hora e 40 minutos de duração.
Produtora:
A principal produtora do filme é a Blumhouse Productions, conhecida por produzir filmes de terror de sucesso, como Atividade Paranormal e Corra!. A distribuição ficou a cargo da Universal Pictures.
Resumo
O filme é baseado no famoso jogo de terror de sobrevivência Five Nights at Freddy’s. A história acompanha um jovem chamado Mike Schmidt, que, para cuidar da irmãzinha Abby após a morte dos pais, começa a trabalhar como vigia noturno em uma pizzaria abandonada, cheia de animatrônicos assustadores.
Mike carrega um passado traumático. Quando era criança, seus pais o deixaram responsável por cuidar do irmão mais novo, que acabou sendo sequestrado. Desde então, Mike vasculha seus sonhos em busca de pistas que possam ajudá-lo a descobrir quem foi o responsável pelo crime.
Durante o trabalho, ele conhece Vanessa, uma policial que demonstra ter uma intimidade estranha com o local, já que frequenta a pizzaria com muita assiduidade.
A situação se complica quando a tia de Mike e Abby entra com uma ação pela guarda da menina, interessada no dinheiro que o governo paga por ela ser órfã. A tia mal-intencionada arma um plano com criminosos para invadirem a pizzaria, fazendo Mike perder o emprego.
É nesse momento que descobrimos que os animatrônicos estão realmente vivos — não são apenas robôs — e acabam atacando os invasores, matando-os. Uma das vítimas é a babá de Abby, o que faz com que Mike precise levar a irmã para o trabalho na noite seguinte.
Surpreendentemente, os animatrônicos passam a brincar e criar laços com Abby, revelando-se amigáveis e protetores, apesar de sua natureza sobrenatural. Eles também se revelam a Mike, mostrando que não representam perigo imediato.
Mais adiante, o filme revela que os animatrônicos são, na verdade, crianças assassinadas pelo criador das máquinas, um cientista que escondia os corpos dentro dos robôs. Uma dessas crianças era o irmão desaparecido de Mike.
Vanessa sabia de toda essa verdade e guardava o segredo por razões que só mais tarde são reveladas.
Quando Mike não tem outra opção a não ser deixar Abby com a tia, a menina se revolta e foge com um dos animatrônicos.
Durante um sonho, Mike pressiona os espíritos das crianças para ajudá-lo a encontrar o irmão, mas isso faz com que elas decidam transformar Abby em uma delas.
Vanessa revela ser filha do cientista, mas, arrependida, ajuda Mike a salvar a irmã. Descobrimos então que o pai de Vanessa ainda estava vivo e se escondia dentro de um dos animatrônicos, controlando os fantasmas das crianças como escravos.
Quando Abby revela a verdade sobre o assassinato das crianças, os animatrônicos se revoltam contra o criador e o matam.
Ao final, Abby, Mike e Vanessa fogem, com Vanessa ferida, mas viva.
Resenha
Com dois atores que eu adoro:
Josh Hutcherson, que para mim sempre será o garoto de Ponte para Terabítia, e nunca o de Jogos Vorazes;
e Elizabeth Lail, a Guinevere Beck da série You.
O filme de terror foi uma escolha insistente dos meus filhos, já que é baseado em um jogo que eles viam seus ídolos do YouTube jogando.
Eu estava preparado para pular cenas mais fortes ou até interromper o filme caso percebesse que não seria apropriado.
Mas o terror apresentado é um gore bem leve, muito parecido com M3GAN, o que acabou permitindo que meus filhos aproveitassem o filme e extraíssem, como sempre fazem, o melhor de uma história que poderia ter sido pesada, caso o filme não fosse tão bem equilibrado.
O roteiro tem um ponto extremamente positivo: o amor de Mike pela irmã Abby. Mesmo sendo uma criança difícil de cuidar, diferente das outras, e com hábitos que fazem a tia desconfiar que ela tenha algum problema mental, Mike nunca desiste dela. Mais tarde, descobrimos que Abby é paranormal e consegue se comunicar com os mortos.
Mesmo com sua personalidade forte e retraída, Mike demonstra um amor genuíno pela irmã, movido pela culpa que carrega por ter falhado com o irmão mais novo. Esse sentimento gera nele um senso profundo de responsabilidade, que é outro ponto forte do filme.
Mike, ainda muito jovem, cria e protege Abby, trabalha, sustenta a casa e, mesmo tendo tudo para seguir um caminho errado, escolhe ser uma pessoa boa e responsável.
Leony: Achei o filme legal. Gostei mais quando os animatrônicos perceberam que o vilão era ruim e se vingaram dele.
Suzi: Achei o filme legal. Gostei quando a menina apresenta os animatrônicos para o irmão como seres bons. Achei fofinho.
O roteiro é cheio de reviravoltas interessantes: a revelação dos animatrônicos para Mike, a verdadeira origem de Vanessa e o papel do criador das máquinas — interpretado pelo eterno “Salsicha” de Scooby-Doo — foi sensacional.
Acredito que trazer esse tipo de filme para meus filhos não os prejudica. Pelo contrário: oferece um conteúdo com o qual eles se identificam, se divertem e aprendem a refletir sobre temas profundos que vão além do terror.
Com a minha mediação, eles aprendem a extrair algo bom mesmo de experiências difíceis. Assim como em M3GAN, o filme fala sobre união, cuidado e amor fraternal — algo essencial para sobreviver em um mundo muitas vezes caótico e cruel.
Sempre existirão pessoas ruins ao nosso redor, e precisamos aprender a nos proteger. Seja de um psicopata assassino… ou até de uma tia movida apenas pelo dinheiro.

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