Título original: Bemused ( Confusa)
Autora: Farrah Rochon
Paginas: 249
Publicado originalmente pela editora Disney em 07 de janeiro de 2025 nos EUA.
E no Brasil em 29 de julho de 2025 pela Universo dos Livros.
Resumo
A deusa Mnemosine se exila no Olimpo após a guerra dos Titãs contra os Deuses, por ela ser uma Titã, porém não tomar partido na guerra.
Para agradecer a Zeus pela sua acolhida mesmo sendo irmã dos seus inimigos ela decide fazer as suas filhas Musas para inspirar os humanos a se distraírem com a arte e não ficarem pensando só nos sofrimentos causados pela guerra.
Mas Hades querendo vingança contra Zeus, arma para Mnemosine pensar que Zeus iria tirar suas filhas dela. E então a deusa Titã apaga a memória de todos que ela existiu e se isola na Terra em vilas pobres fingindo ser uma aldeã.
Ela cria suas filhas na vila sem elas saberem que eram deusas. E escondendo de todos os dons das filhas. Cada uma tendo um dom diferente para arte.
Mas Hades, suspeitando que Mnemosine pudesse fazer isso escreve em seu diário sobre tudo. E quando ela apaga a memória dos deuses, ele rele o diário e descobre que tinha uma forma de se vingar de Zeus. Ele queria fazer com que Mnemosine manipulasse a memória dos deuses fazendo com que acreditassem que ele era o líder e não Zeus.
E quando as Musas, querendo mostrar sua arte para o povo do vilarejo, achando que deixar seus dons só para si mesmo um egoísmo, desobedecem a mãe e no aniversário dela fazer um espetáculo para toda vila e não só para ela, como costumavam fazer desde crianças.
Mnemosine fica perturbada. Mas antes que ela pudesse explicar para as filhas o porquê mostrar seus dons para o povo iria ser uma catástrofe ela é sequestrada pelos capangas de Hades.
Então com ajuda Apolo e Hermes elas decidem fazer um espetáculo aos deuses para cativa-los e que eles pudessem ajudar de alguma forma.
Paralela a muito armações de Hades contra as garotas, um relacionamento amoroso de Terpsicore com um rapaz da vila, a responsabilidade de Calíope como primogênita, as emoções latentes de Melpomese, as zueiras de Talia, e a inteligência de Clio elas encantam os Deuses que a ajudam a chegar aonde Hades escondeu sua mãe.
As musas usam seus dons contra Hades e por fim Mnemosine usa seu dom tirando a memória dele de que ela existiu.
As musas são aceita no Olimpo como Deusas. Mas elas preferem ficarem parte do seu tempo em Tebas aonde iriam se especializar em suas artes e passar para a população como musas inspiradoras.
Resenha
Quando vi um livro inspirado nas personagens do mito grego que virou desenho da Disney não tive dúvidas que iria ser o próximo livro que iria ler.
As musas gregas no início do filme da Disney interrompendo o narrador para contar de forma mais divertida a história de Hércules sempre me fascinou.
E agora teria a história delas em minhas mãos.
Sempre gostei do fato do poder de escritores também esmiuçassem histórias já criadas, como fizeram com essa das Musas e estão fazendo com outras histórias da Disney que pretendo ler.
Porque também gostaria de vê-las se tornarem reais. Porque eu vejo elas se tornarem uma espécie de live-action.
E essa história ficou perfeita.
Ver as Musas inspiradoras como se fosse um filme real foi muito legal. A autora conseguiu trazer uma realidade e ao mesmo tempo sem perder a inocência do infantil que o filme teve para mim.
Farrah conseguiu transformar aquele mundinho que era apenas poucas cenas do filme que elas apareciam para uma romantasia cheia de aventura, emoção e romance. E o ensinamento...
A união das irmãs é algo lindo de se ver. Acho que quando existe verdadeiramente essa união é muito bom. Onde uma deixa a outra mais forte e não tem inveja e picuinha. A autora soube trazer essa união feminina que raramente tem.
Elas tem suas diferenças de irmãs, mas sempre estão lá uma pela outra.
A união delas me lembrou muito o que sinto pelo meu irmão.
A autora soube pegar também o vilão Hades, que já era um personagem caricato no filme do Hércules, com todas as suas características, mas trazendo cenas novas e momentos de medo e humor novos.
As cenas das Musas cantando também a autora soube levar muito bem. Mas realmente não era difícil imagina-las fazendo o musical para os Deuses.
As aventuras delas, e desaventuras, me lembrou muito o filme antigo da Odisseia que vi no SBT quando era criança ou o seriado do Hércules e Xena. Dá para ver que a autora bebeu de outras águas e não só do filme da Disney.
A força delas como mulheres enfrentando tudo para achar a mãe foi muito lindo. E o amor da mãe delas criando elas, cuidando, protegendo e depois abrindo mão delas para elas poderem explorar seus dons pelo mundo, é a gente se espelhando para no futuro aprendermos como deve ser feito com os nossos filhos.
O final com elas indo para o Olimpo e se tornando Deusas, era impossível não ouvir o Rick Martin cantando a música tema do Hércules.
Para mim, mesmo com um tom ainda infantil e inocente trazendo nostalgia do filme da Disney é um livro que puxa minha admiração adulta.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐♥️


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