Twisted Wonderland - 1° temporada

 




Título: Twisted Wonderland (País das Maravilhas ao contrário)


Baseado em um jogo de videogame desenvolvido e criado por Yana Toboso em 2020.



Em 2021, foi criado o mangá, baseado nos arcos do jogo, com o roteiro supervisionado por Yana Toboso.


A série de animação foi lançada no Disney+ em 29 de outubro de 2025, com um episódio por semana, sendo o último exibido em 17 de dezembro de 2025.


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Resumo


Yū é um jovem praticante de **kendō**, uma espécie de batalha com espada de bambu, utilizando quase uma armadura como traje, que é levado por engano para uma escola de magia.


Nesse universo, todos possuem poderes mágicos, e é uma grande honra ser chamado para estudar no **Night Raven College (Colégio do Corvo da Noite)**.



Nesse colégio, existem subdivisões que possuem características baseadas nos líderes de cada casa — líderes que são seres superpoderosos e que regem aquele mundo, inspirados nos vilões da Disney.


A subdivisão para a qual Yū é enviado por engano é a da Rainha de Copas (do filme Alice no País das Maravilhas).


Como ele não consegue voltar para o seu mundo e passa a conhecer esse novo universo, acaba morando na escola, em uma casa que não era habitada há muito tempo.


Essa subdivisão era regida pelo líder do dormitório Riddle Rosehearts.


Ele governava o dormitório com mãos de ferro, impondo inúmeras regras absurdas que oprimiam os alunos.



Aqueles que desrespeitavam as regras eram vítimas da magia de Riddle, chamada “Cortem-lhe a cabeça”, que, apesar do nome, apenas colocava uma espécie de colar nos alunos, impedindo-os de usar qualquer magia.


Porém, a revolta de Yū e de seus amigos acaba despertando um sentimento coletivo entre os alunos, trazendo à tona um mal profundo dentro de Riddle.


Uma espécie de lodo negro surge de seus poderes, consumindo-o e transformando-o em um monstro terrível.


Yū e seus amigos, ao compreenderem o passado opressor de Riddle, especialmente a influência de sua mãe, não querem apenas destruí-lo, mas recuperar a consciência do estudante revoltado.


No fim, apenas Yū, utilizando suas técnicas de kendō, consegue vencê-lo.



Riddle se arrepende de sua liderança opressora e passa a se tornar um colega, aceitando não ter controle absoluto sobre os estudantes.


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Resenha


Um anime baseado nos vilões da Disney? Não tinha como não me cativar.


Os traços bem feitos, cheios de luzes, cores e personagens masculinos extravagantes, me capturaram logo no trailer.


Meus filhos também ficaram impressionados com esses detalhes e com essa visão mais fantasiosa do **Dark Academia**.


Tanto eles, atualmente, quanto eu — relembrando as temáticas colegiais — nos identificamos com os temas abordados.


Me impressionou o fato de a história não conter nenhum personagem feminino, apesar de apresentar muitos personagens aparentemente andrógenos, incluindo o vilão.


Em certos momentos, cheguei a perceber algumas mensagens subliminares de relacionamento entre eles, mas nada muito claro ou explícito.


A história em si é muito empolgante, e a forma como utilizam a imagem dos vilões da Disney em cada personagem é extremamente criativa, misturando dogmas das narrativas asiáticas com as características principais desses vilões.


O mais interessante é que, mesmo sendo vilões, a série foca em seus pontos positivos, mostrando que eles também têm algo a ensinar.


Isso transmite a ideia de que mesmo coisas ruins — ou pessoas, nesse caso — podem carregar ensinamentos importantes.


O protagonista, sendo um humano comum, usa sua própria limitação naquele mundo como vantagem para ajudar seus amigos, o que traz uma mensagem muito bonita.


Em nenhum momento ele se desqualifica por isso.


É lindo ver meus filhos comentando cada cena e dizendo:

“Papai, essa cena está ensinando isso… isso… e isso…”


É como se, por se tratar de um ambiente acadêmico, fosse obrigatório sempre haver algo a ensinar — e o melhor de tudo é que realmente há.


Na verdade, percebo isso em muitos animes asiáticos.


As cores e os elementos da série são muito bonitos e bem trabalhados. É um universo que dá vontade de visitar: aquele jardim, aquelas rosas, o castelo… tudo eleva a casa da Rainha de Copas a outro patamar.


O ensinamento final do episódio é muito bonito, ao mostrar que Riddle era daquele jeito porque sofria opressão por parte da mãe.


Às vezes, regras demais podem destruir alguém.


E o fato de os amigos não desistirem dele é muito marcante. Às vezes, tudo o que precisamos são pessoas que nunca desistam da gente.


Estamos ansiosos para ver as próximas temporadas, focadas nas outras casas da escola e em como irão adaptar as características dos demais vilões da Disney.


Confesso que estou especialmente curioso com a casa inspirada no Scar.


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Nota: 4,7⭐



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