The secret of the indian ( O segredo do indígena) - Lynne Reid Banks




Querido Leitor,


O terceiro livro da série The Indian in the Cupboard, ou A Chave Mágica, escrito por Lynne Reid Banks, nos traz um protagonismo diferente.



As confusões que Omri e seu amigo Patrick aprontam por causa da chave mágica, que transforma seus brinquedos em pessoas reais do passado, vão a outro nível quando Patrick tem a brilhante ideia de ir para a linha temporal de Boone, o boneco cowboy do Velho Oeste, usando um baú em que cabia, em vez do pequeno armário.


Só que Patrick não contava que iria para o tempo de Boone também em miniatura — e sem seu fiel amigo cowboy, que ficou no baú, quase morrendo sufocado nas mãos paralisadas do gigante totem que ficou no lugar de Patrick dentro do baú.


As confusões no Velho Oeste passam a ser enormes quando Patrick encontra a amiga de Boone, Ruby, uma mulher gigante aos seus olhos, que o ajuda a sobreviver no saloon, a achar o totem de Boone no deserto e a enfrentar um terrível tufão.


Enquanto isso, Omri precisa, nos dias atuais, fazer amizade com a irmã gêmea da terrível prima de Patrick, convencê-la a ajudar a surrupiar o presente da irmã má — uma coleção de médicos em miniatura — para tratar os indígenas feridos na guerra do último livro, além de contornar o diretor da escola.


Jonathan está cada vez mais convencido de que os brinquedos vivos descritos na redação premiada são reais.


E o pior: Omri precisa continuar escondendo o desaparecimento de Patrick da família enquanto ele está perdido no Velho Oeste.



Quando Omri está encurralado e quase tendo que revelar seus amigos em miniatura aos adultos, ele abre o baú para trazer Patrick de volta.


Mas o tufão volta também, destruindo seu quarto e impedindo os adultos de flagrá-los.


O que o tufão traz junto é Ruby, que era uma boneca que a irmã gêmea bondosa colocou no baú mágico junto com o primo, apenas para testar.


Após a reconstrução parcial do quarto, o livro termina com o lindo casamento em miniatura de Boone e Ruby.




 Resenha


Lynne Reid Banks mais uma vez expande esse universo fantástico, aprofundando as linhas temporais e levando-nos para a terra de Boone.



Ela também aprofunda as camadas desse personagem que tanto nos faz amá-lo e criar ranço ao mesmo tempo.



Patrick nos irrita por não ter respeito pelos brinquedos/humanos, mas eu o admiro pela amizade e ousadia com Omri. Parece que tirá-lo da “caixinha” faz com que a história aconteça — e isso me faz gostar dele. Ele movimenta a trama, apesar de irresponsável.


E que movimentação ele provoca ao ir para o Velho Oeste! A história eleva o nível de perigo, nos faz perder o fôlego e até duvidar daquela certeza confortável de que tudo dará certo por se tratar de um livro infantil.


Omri também não deixa de ser emocionante, mesmo dando espaço para o amigo protagonizar.


A entrada da prima de Patrick traz ainda mais tensão à narrativa.


Acho que o terceiro livro tinha como meta redimir Patrick, colocando-o literalmente no lugar das “criaturinhas” pelas quais ele tinha tão pouco respeito.


Uma metáfora.


Mas há uma frase no começo do livro que me faz duvidar dessa redenção:


“Algumas pessoas realmente não mudam nunca.”


Será?


O final poderia parecer conveniente, com o tufão surgindo na hora certa, se não fosse tão bem construído pela autora.


Ver Patrick e Omri quase ao mesmo tempo no passado cria uma conexão que oferece uma justificativa narrativa muito bem amarrada para o tufão naquele momento.


Estou ansioso para saber o que ainda pode acontecer nessa história — talvez as consequências da influência nas linhas temporais que tanto preocupam Omri.


E sim… eu quero tudo isso.

Com esse terceiro volume, a série só cresce.


Nota: 4,2⭐


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