Querido leitor,
Li o conto O Telefone Preto, título que deu nome ao livro de contos que estou lendo, de Joe Hill.
No conto, conhecemos Finney, um garoto de 13 anos, que é mais uma vítima de um serial killer que está matando crianças na região.
Ele vai parar no porão do homem e aguarda a hora de sua morte.
Mas, no porão, inexplicavelmente, existe um telefone preto, que é impossível de ter linha. Só que, quando o garoto é deixado sozinho no porão, o telefone começa a tocar.
Quando Finney atende, é um dos garotos vítimas do serial killer que está morto. O garotinho morto fala para Finney que o jeito de ele sair do cativeiro vivo é usando o telefone.
E ele usa literalmente isso. Ele transforma o próprio telefone e os objetos do porão em armas e consegue atacar seu sequestrador.
O conto nos chama a atenção para a vulnerabilidade infantil diante de um adulto. O sequestrador se sente poderoso e onipotente diante da criança.
Mas Finney consegue, aos poucos, perceber a vulnerabilidade do adulto.
Vê que Al tem limitações. Percebe que há outras pessoas na casa. E, ao subestimar o garoto, o serial killer acaba abrindo a própria guarda.
Ele subestima até mesmo as assombrações que sofre com as ligações dos fantasmas dos meninos que matou.
Bruce até fala que tentou assombrá-lo com trotes.
Mas o mais engraçado é que, quando Bruce fala para Finney usar o telefone, também subestimamos o garoto. Porque pensamos: ele vai usar o telefone para pedir ajuda.
Ajuda que nada.
Ele vai usar o telefone literalmente.
Fico me perguntando se também não subestimamos nossas crianças por elas não conseguirem resolver situações difíceis sozinhas. Será que elas não dão conta mesmo? Ou sempre queremos resolver tudo da forma mais simples, rápida e fácil possível?
O conto foi curto e até mesmo um pouco inconclusivo. Gostaria que tivesse mais ramificações. Mas aí seria um livro, e não um conto.
Talvez o filme tenha mais do que eu procuro. Mas será que aguentarei ver Mason Thames como Finney passando por tudo isso?
Sua frase no final é o máximo:
“Telefone para você.”
Nota ⭐ ⭐ ⭐ ⭐

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