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Título: It – Bem-vindo a Derry
Título original:It: Welcome to Derry
Episódio: 7º – Winter Fire(“Fogo de Inverno”)
Roteirista: Jason Fuchs
Direção: Andy Muschietti
Lançamento:14 de dezembro de 2025
Resumo
Pennywise agora controla a cidade por inteiro, usando um nevoeiro para obscurecê-la, hipnotizar as crianças e matar os adultos.
Os únicos que podem detê-lo são alguns adultos da cidade: Charlotte, Dick, Leroy, Taniel, Rose e Hank.
Eles querem remontar o círculo de proteção que a cidade tinha antes, e que os soldados destruíram.
Para isso, precisam do pedaço que faltava da rocha que compunha a nave na qual Pennywise veio para a Terra — e que estava com Lily.
Lily, Ronnie e Margie estão arrumando o clubinho delas quando descobrem que Derry está sendo invadida pela neblina e que Will havia sumido junto com as outras crianças.
Dick, tendo mais uma de suas visões, incentivado por um chazinho de Rose, descobre que o artefato mágico estava com as crianças.
As meninas levam o artefato até a árvore, local onde ele deveria ser enterrado novamente, sendo assustadas pelo palhaço macabro e atrapalhadas pelos homens do exército.
Os pais até aparecem para tentar ajudá-las, mas são as crianças, em conjunto, que precisam enterrar o artefato, com a ajuda do fantasma de Rick, que surge para auxiliá-las.
No fim, Pennywise é contido novamente e adormece — mas não sem antes mencionar que está presente no passado, no presente e no futuro, e que os descendentes daquele grupinho de amigos realmente irão derrotá-lo.
Os pais de Will, Charlotte e Leroy, aceitam ficar na cidade e protegê-la de Pennywise.
Kersh reaparece no manicômio, enlouquecida, anos depois, encontrando Beverly Marsh, protagonista do livro, após perder sua mãe.
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Resenha
Mais uma vez, venho defender que nem sempre um filme de terror é apenas um filme de terror — neste caso, uma série.
Em *It: Bem-vindo a Derry*, temos, logicamente, o terror psicológico e o gore do palhaço macabro fazendo suas peripécias para consumir a carne dos moradores de Derry, temperando tudo, literalmente, com muito medo.
Mas, especialmente na série, existe uma metáfora muito forte sobre racismo, o período da segregação e a guerra dos povos nativos por suas terras e pelo direito de viver nelas.
Acho que pode-se dizer que a verdadeira temática da série está, sim, camuflada nisso.
Temos Pennywise cometendo seus horrores, mas o mais terrível é feito pela sede de cobiça do exército, pelo poder de controlar um ser mágico e mitológico, invadindo e destruindo as terras dos povos nativos, desrespeitando limites, culturas e dogmas que eles possuíam.
O racismo contra Hank também é um tema central da série, de forma camuflada. Ele e Ronnie são constantemente acusados pelos crimes em Derry, sendo, para os soldados brancos, os suspeitos óbvios das atrocidades.
E quando os soldados negros conseguem seu espaço, tornando-o melhor e mais divertido do que o dos brancos, estes querem destruí-lo, usando como desculpa Hank estar lá dentro — causando uma das cenas mais chocantes e traumáticas da série.
Racismo que se vê também na divulgação da série pelo Google. Por que a protagonista Ronnie e Rose não aparecem nos créditos?
Mas a série também se encerra trazendo a união e a honra da origem do chamado “Clube dos Perdedores”.
Esse grupinho de amigos que lutou até o fim, sem medo — ou vencendo o medo — para salvar Derry.
O que dizer do cavaleiro Rick?
Acho que pode-se dizer que ele ensinou honra, coragem e amizade.
O ator **Arian S. Cartaya** conseguiu trazer tanto carisma que conquistou um público próprio, mesmo começando como coadjuvante.
Ele salvando Marge foi incrível, lindo e inesquecível. Digno de Stephen King.
A transformação de Margie também — saindo do grupinho de megeras da escola para integrar o grupo dos perdedores — foi divertidíssima, tirando o fato de ela ter tentado arrancar o próprio olho.
E Rick reaparecendo do além para ajudar os amigos foi um verdadeiro golpe de mestre dos roteiristas.
Acho que essa nostalgia do grupinho de amigos é o que fascina. Sempre vou me lembrar da minha turminha de primos da infância, quando entrávamos na mata da fazenda do meu avô para desbravar o desconhecido. E acredito que essa seja a receita de Stephen King que vazou para a série *It: Bem-vindo a Derry* e fez tanto sucesso.
O último episódio, logicamente, se concentrou nos sustos, no gore e no que Pennywise mais gosta de fazer, mas acredito que isso tenha servido mais como fechamento da temporada.
Foi um show de maquiagem, efeitos especiais e muito sangue.
Mas vocês entenderam: é muito além disso.
Por isso, não consigo pensar em outro seriado que possa ser melhor do ano do que este.
Trouxe magia.
E não é da magia de Pennywise que estou falando.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐♥️





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