O sequestro do metrô - John Godey



Querido leitor,


O livro que venho relatar aqui se chama O Sequestro do Metrô, escrito por John Godey com 345 páginas.


Ele foi publicado originalmente pela editora Putnam, nos EUA, em 1973, com o nome The Taking of Pelham One Two Three — ou seja, A Tomada do Pelham Um Dois Três, que é o nome do trem na história.


No Brasil, eu li pela editora Nova Cultural, publicado em 1988.


Foi um dos livros mais antigos que comprei em um sebo, e não consegui encontrar uma edição em PDF para lê-lo pelo Kindle.


A história narra os eventos protagonizados por Longman e Ryder, que descobriram que era possível assaltar um metrô. Juntando-se a Steever e Welcome, eles realizam o plano, provocando terror nos usuários do metrô. Eles dividem o vagão para mantê-lo com poucas pessoas reféns.



Ao fazerem contato com as autoridades, não demonstram medo de matar reféns para que suas exigências sejam atendidas.


Welcome se mostra o sequestrador mais desequilibrado, enquanto Longman é o mais medroso. Ryder lidera tudo com uma frieza segura.


Quando as autoridades pagam o resgate, eles conseguem fugir fazendo com que o metrô funcione sem que ninguém precise dirigi-lo, graças a um aparelho inventado por eles.


Eles pulam do trem, mas na hora da fuga Welcome entra em conflito com as ordens do plano, fazendo com que Ryder o elimine.


Um dos passageiros que conseguiu fugir antes que o metrô ficasse em movimento desgovernado acaba entrando em um tiroteio com os outros bandidos.


O único bandido sobrevivente é Longman, que acaba preso.


O livro, que me lembrou bastante *La Casa de Papel*, é **horrível e chato**.


Há **racismo explícito** no texto envolvendo todos os personagens, o que sugere indícios de que o racismo seja do autor e não apenas dos personagens — ou uma tentativa de crítica irônica.


Também há machismo, com cenas perturbadoras de assédio normalizadas, como se a personagem feminina estivesse feliz em ser diminuída pelo seu corpo e, depois, por sua idade.


A falta de ligação entre os personagens também causou uma queda significativa no meu envolvimento com a história. Nem os sequestradores tinham amizade ou conexão, nem as vítimas se tornaram íntimas. Nenhum personagem tinha família ou ligação emocional — eram figuras soltas e sem sentimento.


O final foi horrível.


Tanto sofrimento para conseguir o dinheiro, e os vilões apenas se dão bem. E quando aceitamos que os bandidos eram inteligentes demais para serem pegos, eles são capturados por bobeiras.


Talvez esse fosse o intuito do autor, mas isso não melhora a leitura.





Pois bem, um livro com começo, meio e fim ruins. E por que continuei a ler?


Apenas por aquela curiosidade mórbida de ver a maldade de um assalto se desenvolvendo.


Mas até nisso a narrativa se desenvolveu mal.


A maldade atrativa, pode-se dizer assim, não existiu. Teve apenas dados práticos sobre o sequestro. Nada realmente aconteceu.


Será este o pior livro do ano que li?


Nota: 1 ⭐



Comentários