Querido leitor,
Na segunda temporada de Stranger Things, temos a descoberta de que Will é hospedeiro de um vírus que o faz ter visões do Mundo Invertido. Isso faz com que Joyce leve o filho para ser tratado por um especialista no laboratório em que Onze foi criada. Porém, na verdade, eles estão realizando pesquisas sobre o Mundo Invertido.
Enquanto isso, o delegado Hopper esconde Onze, que ele encontrou após o combate com o Demogorgon.
Ele a esconde em uma cabana para proteger a família de Will e a própria Onze. No entanto, ela se revolta com esse exílio e foge para procurar sua origem, indo atrás de sua mãe. Porém, ela se encontra em estado catatônico. Isso aconteceu porque tentou encontrar a filha no laboratório e houve uma tentativa de apagar suas lembranças, o que a deixou mentalmente abalada. Mesmo assim, Onze consegue resgatar uma de suas memórias: a lembrança de outra menina que estava ao seu lado. Onze vai atrás dessa garota, que é a líder de uma gangue formada por jovens que matam pessoas ruins, responsáveis por destruírem suas vidas.
No entanto, Onze não consegue ser igual a eles e decide retornar ao grupo de Mike.
Enquanto isso, Dustin encontra um bebê Demogorgon no lixo de sua casa. Ele tenta criá-lo por estar carente, já que uma menina novata apareceu na escola — Max — e quer participar do grupo. Porém, ela acaba se envolvendo com Lucas, que conta a história do grupo para ela. Dustin passa a cuidar do Demogorgon, mas quando a criatura troca de pele, começa a crescer e mata seu gato, ele percebe que algo muito errado está acontecendo.
Will passa a ter episódios cada vez mais frequentes de visões do Mundo Invertido. Ele cria um mapa da cidade, que ajuda a localizar o delegado Hopper, que caiu em um dos túneis criados pelos Demogorgons ao tentarem invadir a cidade.
Com seus episódios constantes, Will é internado no hospital do laboratório. O médico descobre, por meio de pesquisas, que ele está interligado ao monstro e que funciona como uma espécie de espião da criatura chamada Devorador de Mentes.
Joyce decide expulsar a “bactéria” do corpo do filho, submetendo-o a altas temperaturas. Enquanto isso, Onze reaparece para fechar o portal entre os mundos, e as crianças criam uma distração para que os Demogorgons não ataquem Onze e o xerife.
Retornei à segunda temporada de Stranger Things graças ao hype que está acontecendo com a última temporada da série, que está sendo lançada agora. Achei a confusão do universo bastante complexa, o que, para mim, naquele momento, não era muito adequado.
Mesmo assim, me incentivei a assistir.
Gostei muito da união do grupo, da entrada da nova personagem Max, de sua história com o meio-irmão e de como ela se conectou ao grupo, mesmo com sua personalidade forte.
A evolução de cada integrante é cativante.
Lucas e Dustin vão crescendo, e suas histórias também.
O grau de terror aumenta consideravelmente. No final, ao assistir ao quase “exorcismo” de Will, senti medo.
A morte de Bob também foi muito triste. Achei que o protagonista de Os Goonies ficaria mais tempo na série.
Penso que a série continua trazendo uma memória afetiva de tempos passados, resgatando aquela infância, aquela vida mais mística e aquele mundo que parece ser o inverso do que vivemos hoje.
A ligação entre o mundo do RPG e o mundo real, criando analogias com o que os personagens estão vivendo, me faz refletir se esse mundo espiritual não poderia ser real, já que os seres do universo da série são inspirados no jogo Dungeons & Dragons, que, por sua vez, se baseia em criaturas demoníacas consideradas reais segundo livros de demonologia da literatura do Renascimento.
O final fechado da segunda temporada foi muito bem construído. Se quiséssemos parar de assistir à série ali, seria possível. Mas eu pretendo continuar.
Nota: ⭐⭐⭐⭐
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