Título: Cidade dos Ossos
Autora: Cassandra Clare
Série: Instrumentos Mortais
Nome original: City of Bones
Editora (original): Margaret K. McElderry Books
País de origem: Estados Unidos
Data de lançamento original: 27 de março de 2007
Data de lançamento no Brasil: 2009
Editora (Brasil): Galera Record
Páginas: 357
Querido Leitor
Sempre fui muito curioso em relação aos livros da Cassandra Clare, porque booktubers que eu sigo falam muito bem de suas séries, e é quase obrigatório que fãs de fantasia leiam seus livros.
Comecei a assistir à série na Netflix, mas quis ler os livros primeiro.
E quando ganhei, da filha de uma colega de trabalho, um livro da série, vi que aquela era a hora.
Fiquei muito surpreso com o humor juvenil da autora e com a forma como ela mistura a leveza da narrativa com a complexidade de um universo fantasioso.
A gente vai rindo das brincadeiras idiotas dos personagens e, quando percebe, já está totalmente envolvido em um mundo de nefilins, demônios, lobisomens, vampiros — e dizem que também tem fadas.
Resumo
A história acompanha Clary Fray, que descobre, junto com seu amigo Simon, que existe um mundo sobrenatural escondido dos humanos, onde nefilins (caçadores de demônios) e demônios estão em constante guerra. No meio disso tudo, existem humanos transformados em monstros, como vampiros e lobisomens.
Os demônios querem o mundo para si, e os nefilins lutam para impedi-los.
Clary descobre que consegue enxergar esse mundo porque sua mãe, Jocelyn, era uma caçadora de demônios e, por algum motivo, escondeu isso dela.
Na verdade, Jocelyn era casada com Valentim, considerado o pior de todos os caçadores de demônios. Ele se revoltou contra seu próprio grupo ao defender a ideia de uma “raça pura” formada apenas por nefilins e humanos — um tipo de nazismo fantasioso.
Valentim monta um grupo de apoio à sua causa e, quando Jocelyn percebe que o marido estava se transformando no Hitler dos contos de fadas, decide fugir.
Ele arma então um plano para que ela pense que o filho morreu, e Jocelyn foge grávida de Clary, levando consigo um Cálice mágico capaz de criar um exército de nefilins.
Clary descobre esse mundo caótico ao lado de Simon, enquanto tenta encontrar onde está escondido o Cálice e resgatar sua mãe, que foi sequestrada por Valentim.
Depois de muita confusão — incluindo Simon virando um rato e sendo resgatado por Clary em um hotel tomado por vampiros e lobisomens em guerra — ela descobre que sua mãe havia escondido o Cálice dentro de um baralho de tarô pertencente a uma vizinha.
Clary e seus colegas caçadores de demônios vão atrás do Cálice e enfrentam a vizinha, que se transforma em um demônio gigantesco.
Mas, ao entregarem o Cálice ao líder do grupo, Hodge, eles são traídos: ele entrega o artefato a Valentim.
Com a ajuda de um amigo de infância de sua mãe — que Clary descobre ser o líder de uma alcateia de lobisomens — ela encontra o covil de Valentim e vai atrás dele.
Lá, Clary descobre que Jace, o garoto do grupo de caçadores de demônios por quem ela estava se apaixonando, é, na verdade, seu irmão. Valentim havia escondido isso de Jocelyn por pura maldade.
Eles lutam. Jace se revolta contra o pai e fica ao lado de Clary. Valentim foge com o Cálice para um universo apenas de seres mágicos, fechando a passagem.
Clary reencontra sua mãe, mas Jocelyn está presa em uma espécie de coma mágico induzido por Valentim.
Resenha
É uma verdadeira farofa de tudo o que existe de bom no universo mágico.
Mas, como toda boa lambuzeira bem-feita, acaba funcionando.
Inclusive a reviravolta dos “namorados que descobrem que são irmãos”.
Ainda bem que isso acontece, porque eu shippava muito mais Simon e Clary do que Clary e Jace.
Tipo Luke, Leia e Han Solo em *Star Wars*.
Espero que nos próximos livros a mãe de Clary não acorde dizendo que ela é adotada.
Mas gostei muito dessa farofa. Da zoeira antes da parte dramática envolvendo o retorno de Valentim.
Espero que os próximos livros sigam essa vibe de humor irônico que eu adoro.
A história me lembrou bastante *A Mediadora*.
Os atores que escolhi mentalmente como protagonistas ajudaram muito na química do casal. Imaginei Clary como Regiane Alves e Jace como João Baldasserini.
Mas não achei que Jace faça tanto pela história. Seu tom de “superpoderoso gostosão” só funciona porque o ator que escolhi mentalmente é carismático.
Depois de começar a ler o livro, descobri que existe um filme estrelado por Lily Collins. Mas não estou muito animado para assistir. Primeiro pelas cenas mais pesadas com vampiros e lobisomens; depois porque não gostei muito do ator que faz Jace, apesar de ele ser bem hypado.
O livro me ensinou que, apesar de o sangue existir, a família nem sempre é o melhor lugar para estar — principalmente se for alguém parecido com Lúcifer, como Valentim é retratado na história.
Família também são as pessoas que nos fazem bem e nos ajudam a nos estruturar para enfrentar o dia a dia, seja um dia difícil de trabalho ou uma batalha contra vampiros e lobisomens.
Aprendi isso recentemente, na pele, na minha própria vida, e senti que o livro quis me passar essa mensagem.
Também fica muito claro como Valentim manipula os sentimentos das pessoas ao seu redor. Ele se torna um líder usando discursos sobre pureza e superioridade, e a autora trabalha isso muito bem nos diálogos da batalha final.
Muitas pessoas ruins não manipulam com espadas, mas com palavras.
Conheci pessoas assim: usam o sentimentalismo de gente boa para abusar delas e extrair o que têm de melhor.
Precisamos ficar atentos para não sermos atingidos por esse tipo de gente. Precisamos saber dizer NÃO.
E permitir que apenas pessoas boas entrem na nossa bolha de proteção.
Temos o direito de nos proteger.
Nota: ⭐⭐⭐⭐





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