Zoey e sua fantástica playlist - 1° temporada




Querido leitor,


Vi a série Zoey e Sua Fantástica Playlist sozinho. Mas não tinha como a minha foto de resenha não ser com a minha família após ver esse final da primeira temporada.


Resumo


Zoey é gerente de um escritório de tecnologia e está acompanhando o pai nos últimos estágios de uma doença degenerativa.


Em um dia em que ela vai fazer um exame em uma máquina de ressonância magnética, um terremoto acontece, causando defeitos no equipamento e fazendo com que Zoey passe a ouvir, em forma de música, as pessoas cantando aquilo que estão pensando.



Isso a ajuda a fazer com que seus conhecidos e amigos encarem de frente o que realmente se passa em suas cabeças.


Como seu colega de escritório e melhor amigo, Max, que, na verdade, é apaixonado por ela.


E também Simon, outro colega, por quem Zoey era apaixonada e que parecia ser o homem perfeito, mas que por dentro ainda lidava com o luto pelo pai, que se suicidou.



Simon e Zoey se identificam, pois ela está se preparando para passar pelo mesmo processo de luto, com a morte certa do pai em poucas semanas. Isso os une. Mas há um probleminha: Simon é noivo.


Outra pessoa que Zoey ajuda é Joan, sua chefe, que se livra de um casamento abusivo. Com isso, Zoey acaba se aproximando dela, tornando-se sua amiga, mesmo essa relação sendo um pouco complexa de lidar.


Há também o irmão de Zoey, David, que está prestes a se tornar pai e precisa lidar tanto com a pressão da chegada do filho quanto com a dor da iminente partida do pai.


No fim da temporada, Max percebe que não recebe o devido valor e tenta se afastar.


Finalmente, Zoey consegue enxergar o verdadeiro valor da companhia de Max, mas isso acontece justamente quando Simon decide terminar seu noivado e tentar um relacionamento com ela.


Isso deixa a protagonista ainda mais confusa em relação à sua vida sentimental.


Mas a prometida morte do pai chega, trazendo a verdadeira importância das pessoas que amamos ao nosso redor em um momento tão difícil.


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Resenha


A série já me trouxe uma memória afetiva de *Glee* logo nas primeiras músicas, e também por contar com o ator Alex Newell, que participou da mesma série. Isso já me ganhou.


Temos a cena final do primeiro episódio com o ator Peter Gallagher, que interpretou o inesquecível Sandy, de The O.C, cantando para sua filha.


A série foi criada a partir dessa cena.


O criador, Austin Winsberg, que teve o pai com o mesmo problema de Mitch, imaginou o que ele diria se pudesse cantar.


Assim, uma das cenas mais lindas do seriado nasceu da dor real de um filho que queria se comunicar com um pai incapacitado pela doença.


Cada cena dessa série nos ensina a valorizar nossas vidas e os momentos que temos enquanto estamos sãos, ao lado da nossa família, pois a qualquer momento podemos não estar mais presentes ao lado dela.


A pedagogia da série não para por aí. A pedagogia empresarial também é muito boa.


Em muitos momentos, somos ensinados a ter humanidade no ambiente de trabalho sem perder a qualidade profissional.


Vemos isso quando Zoey tenta lidar, como gerente, com funcionários difíceis, como Leif e Tobin, com o colega e amigo apaixonado por ela, ou até mesmo com a própria chefe, que deseja uma amizade mais próxima.


Tudo isso é recheado com músicas lindíssimas que despertam nossa nostalgia ao máximo.


Nunca chorei em uma série ou filme como chorei nesse final. A morte de Mitch me tocou profundamente.


Eu me coloquei no lugar dele, tendo que abandonar a família por causa da doença e da morte, e nessa preparação para um destino tão certo para todos nós.


A parte em que seu filho, David, canta com o pai foi a que mais me fez soluçar, pois havia a esperança de que o pai conhecesse o neto que estava para nascer — e essa esperança se desfaz.


A série retratou essa morte de forma crua e verdadeira. A morte não dá tempo para você realizar seus sonhos. Ela simplesmente te leva.


Zoey e Sua Fantástica Playlist me fez encarar um dos meus maiores medos: ir embora e deixar minha esposa e meus filhos despreparados para esse momento.


Também me fez pensar na morte dos meus pais.


Eles são lindos, jovens e saudáveis, mas a morte pode chegar de tantas formas… Será que estamos preparados para isso?


Outro momento que me marcou profundamente foi quando Maggie, esposa de Mitch e mãe de Zoey, conta que deixou o aniversário de casamento do ano anterior se arruinar porque acreditava que teria o próximo, e que seria melhor.


No ano seguinte, Mitch já não conseguia nem comer sem engasgar. Isso é triste e extremamente real.


Não sabemos como será o próximo ano. Então precisamos aproveitar cada segundo com nossa família como se fosse um privilégio. Porque é.


Tenho até medo de ver a segunda temporada. Como conseguiram segurar tanta expectativa?



Terminar essa série chorando aos soluços, agarrado às mãozinhas dos meus filhos, vendo Zoey dançar pela última vez com o pai, nos faz entender que um seriado ou um filme não é apenas entretenimento. É experiência.


Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐♥️



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