Grey's Anatomy - 21° temporada

 


Querido leitor,


Depois de muito tempo sem ver minha série favorita de médicos, tomo um susto ao perceber que já estamos na 22ª temporada.


Começo a vigésima primeira temporada já ficando traumatizado pelo caso da irmã de Yasuda, que vem ao hospital para um tratamento de câncer, mas acaba sofrendo um acidente de carro junto com a própria irmã. A menina morre, deixando Yasuda completamente devastada e traumatizada, precisando se afastar do hospital para se recuperar.



Jo e Link descobrem que estão esperando gêmeas. Porém, uma mãe desesperada, cuja filha pequena estava em tratamento com Amelia, leva um tanque de ar tóxico ao hospital para ameaçar os médicos a salvarem sua filha, e acaba causando uma explosão no andar em que Link estava operando.


Teddy e Owen decidem abrir o casamento. Mas isso, como sempre, acaba mal, pois Teddy não consegue se relacionar com outra pessoa, enquanto Owen consegue. Isso a destrói emocionalmente, e ela decide acabar com o casamento, mesmo tendo sido ela quem propôs esse tipo de relação.


Meredith decide investir em suas próprias pesquisas sobre o Alzheimer ao descobrir que muitos estudos eram autorizados apenas quando feitos com homens, revelando uma desigualdade injusta dentro da medicina.


Griffith, após terminar seu relacionamento com Adams, motivada por comentários preconceituosos relacionados ao fato de seus parentes trabalharem no hospital, acaba se envolvendo com outro homem, um dos novos internos. Mais tarde, ela e Adams se perdoam, mas ele não sabe que ela teve esse envolvimento durante o período em que estavam separados.



Bailey e Ben voltam a trabalhar juntos quando ele retorna ao Grey Sloan. Porém, o temperamento impulsivo de Ben o coloca em conflito com o sistema, e ele acaba sendo afastado após tomar decisões médicas sem autorização, acreditando estar fazendo o melhor para salvar seus pacientes.


Resenha


Nesta temporada, diferente das outras, pude assistir com meus filhos, logicamente pulando as partes que deixam claro conteúdo impróprio para eles.


Ainda assim, eles ficaram incomodados com cenas que mostram as cirurgias e a realidade explícita da fragilidade do corpo humano.



Mas achei importante que eles vissem, para entenderem a fragilidade da vida humana e a importância que profissionais como médicos têm para salvar vidas.


Nesta temporada, vemos muito a importância da ligação familiar em momentos difíceis.


Yasuda perder a irmã de forma trágica, ainda mais depois de lutarem tanto contra o câncer, foi algo terrível, mas extremamente real.


A cena da mãe ameaçando os médicos para salvar a vida da filha é algo muito chocante e triste. Ainda mais porque a mãe é interpretada pela atriz Piper Perabo, famosa por filmes que gosto muito, como Show Bar e Doze é Demais.



Ver aquela mãe cometer uma loucura dessas é, para mim, algo totalmente compreensível. Em uma situação dessas, onde não entendemos completamente o trabalho dos médicos, é fácil sentir revolta. Ainda mais no meu caso, que dependo do sistema público, que muitas vezes parece mais desamparado.


Mas ver essa história por outro ângulo também é algo muito triste.


Os 18 episódios da temporada acabam transformando a série em crônicas da vida pessoal e profissional dos médicos. E eu gosto muito disso, pois, em 21 temporadas, já criei uma ligação afetiva com personagens que me acompanham há quase 13 anos.


Existe uma constante troca de personagens, mas a série consegue transportar essa afetividade de um para o outro.


E também nos choca com as tragédias que acontecem a cada temporada, muitas vezes servindo como ponto de transição para a saída ou transformação dos personagens.


A protagonista, Ellen Pompeo, Meredith Grey, aparece menos durante a temporada, o que achei um pouco decepcionante.


Sei que ela pode estar cansada do papel, ou que outros espectadores possam estar cansados. Mas eu não estou.


Gostaria muito de ver a história de sua filha, Zola, como uma nova interna. Acho que todos os fãs de Grey’s Anatomy desejam isso.


A série hoje transita mais pelo formato de crônica. Mas, depois de 21 temporadas, não tinha como ser diferente, e isso ainda mantém sua magia.


Só gostaria que os protagonistas antigos que permanecem na série fossem mais respeitados e mantidos como ponto central da história.


Nota: 3,2⭐


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