Querido leitor
Depois de muito tempo sem assistir, retornei à série Modern Family.
A série apresenta crônicas da família Pritchett, narradas como se fossem um eterno reality show, em que os personagens quebram a quarta parede e contam suas histórias quase ao vivo, enquanto tudo acontece. A trama gira em torno de Jay e seus dois filhos, Claire e Mitchell, cada um com sua própria família.
Claire e Phil têm três filhos: Haley, Alex e Luke — cada um vivendo fases diferentes entre a infância e a adolescência. Phil está sempre tentando ser um pai moderno e divertido, quase o oposto da esposa, que é mais controladora e cheia de regras. Haley é a filha popular e namoradeira. Alex é a estudiosa, que sempre parece saber mais do que todo mundo. E Luke, o caçula, consegue ser esperto… mas só quando lhe convém.
Nesta temporada, Claire tenta se candidatar a um cargo público apenas para conseguir colocar uma placa de trânsito em sua rua, a fim de proteger sua família dos carros apressadinhos.
Temos também Mitchell e Cameron, um casal que, nesta temporada, tenta adotar um segundo filho. Porém, sempre acontece algo que atrapalha os planos.
Jay está casado com Gloria, que tem um filho do primeiro casamento, Manny.
No final da temporada, Gloria dá a notícia de que está grávida de Jay.
A série retrata situações rotineiras do dia a dia dessas famílias. Algumas delas são difíceis de lidar, mas, por ser uma comédia, tudo é tratado com humor, deixando as situações mais leves. Acho que isso nos inspira no dia a dia: ver as coisas com menos drama, mais leveza e mais humor.
Acabamos nos espelhando em vários personagens, porque eles não são perfeitos e, muitas vezes, trazem traços marcantes que reconhecemos em nossas próprias famílias.
Consegui identificar cada personagem como alguém da minha família.
E eu? Alguém tem dúvida de que sou muito parecido com o Phil?
Também me identifiquei bastante com Mitchell, principalmente quando ele tenta se encaixar em um papel de pai mais “masculinizado” pela sociedade. Mesmo sendo gay, ele sente essa pressão ao querer adotar um menino.
Eu me vi muito nessa situação, por também não me encaixar em padrões “machões”, mesmo sendo hétero, quando me tornei pai de um menino. Foi difícil aprender que posso ser pai sendo carinhoso e companheiro — e que não preciso gostar de futebol ou de coisas consideradas “de menino”.
Esse medo que ele sentiu eu também senti. E Mitchell traduz isso muito bem na série.
O medo de Phil de ver os filhos crescerem, a cobrança de aproveitar cada segundo com eles, de não enxergar apenas os problemas… Ele não cobra que os filhos sejam isso ou aquilo. Ele apenas tenta viver o melhor possível com eles.
Acho que essa série, para mim, não é apenas entretenimento, mas quase um ensinamento pedagógico de como uma família de verdade pode ser.
Nota: 3,2⭐




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