Querido leitor,
No sétimo livro da série Cormoran Strike, a série investigativa escrita pela autora J.K. Rowling, sob o pseudônimo Robert Galbraith, a autora famosa pelos livros de Harry Potter continua a narrar os casos do investigador Cormoran Strike e sua, agora, sócia, Robin Ellacott.
Nesse livro, eles investigam uma seita religiosa, na qual o filho de um rico milionário está isolado, ignorando até mesmo a morte da própria mãe.
Para investigar, Robin se prontifica a ir ao acampamento do grupo religioso disfarçada, para entrar em contato com Will, o rapaz, e descobrir por que ele não mantém contato com a família.
Ela descobre que a seita gira em torno de uma das meninas do acampamento que morreu afogada e se tornou uma espécie de santa. Os discípulos, guiados por Jonathan Wace, eram aconselhados a desistir da vida mundana, incluindo bens financeiros, familiares e ligações amorosas, além de manter relações com membros da religião que não fossem seus cônjuges.
Mas isso era uma desculpa para que seus líderes cometessem estupros e pedofilia.
Seus membros, por meio de lavagem cerebral, acreditavam que essas coisas eram aceitáveis.
Robin, sofrendo todos os maus-tratos da igreja, consegue entrar em contato com Will e fazê-lo perceber que as coisas que a igreja o fazia acreditar eram falsas.
Para isso, ele teria que provar que a menina que morreu afogada não revivia em forma de espírito, como os líderes faziam os membros acreditarem.
Cormoran, investigando do lado de fora do acampamento, descobre que a filha de Jonathan Wace, Abigail, enciumada porque o pai gostava mais da menina Dayu, com a ajuda de alguns colegas do acampamento, a matou e deu seu corpo aos porcos, fazendo todos acreditarem que ela havia morrido afogada por acidente.
O pai, para encobrir o caso, fez todos acreditarem que ela era a santa da igreja.
Robin, quando chega ao limite da tortura no acampamento, foge, incentivando Will a fugir com a filha que teve lá dentro.
A igreja ainda tenta manipular Robin do lado de fora, acusando-a de abuso contra uma das crianças da igreja.
Mas ela e Cormoran continuam a investigação até descobrirem a verdade e reunirem provas de que, além de cometerem atrocidades no acampamento, estavam vendendo os bebês das meninas abusadas. Também havia abortos espontâneos por negligência, que eram acobertados ao enterrarem os bebês nas propriedades da igreja.
A história termina com os membros da igreja presos e, após o suicídio da ex-noiva de Cormoran, ele decidindo investir na conquista de Robin, por quem era apaixonado e que evitava aceitar a relação por medo de abalar os negócios e a amizade com o sócio.
Minha opinião sobre o livro
Mais um livrão de J.K. Rowling que devorei em poucos dias. Um livro intenso e cheio de emoções, que faz com que tantas páginas passem rapidamente.
O livro fala sobre religião, fé e manipulação da mente.
A forma como o tema é tratado deixa claro que a seita faz referência a religiões cristãs que manipulam a palavra de Deus para controlar pessoas frágeis, fazendo com que sejam agredidas e, ainda assim, aceitem isso como parte de um propósito religioso.
Passei por experiências semelhantes em algumas igrejas que frequentei, aceitando jejuns absurdos, palavras inapropriadas para crianças e sacrifícios inumanos, sob a justificativa de alcançar uma fé maior.
Nada diferente do que Robin sofre na fazenda.
Essas manipulações fazem com que as pessoas tenham a ilusão de que estão em um propósito maior, o que dá força para que sejam manipuladas por espertalhões que acreditam estar fazendo um bem maior.
O livro se desenvolve em um roteiro quase claustrofóbico, que nos leva pelo sofrimento da protagonista Robin e nos faz querer ler o mais rápido possível para saber como ela irá escapar.
O sofrimento de Robin me lembrou Hermione sendo torturada por Bellatrix.
Quando Robin finalmente consegue escapar da fazenda, o alívio é tão grande que parece que somos nós mesmos que estamos escapando.
Imaginar o vilão Jonathan Wace como o ator Ora Figueiredo foi muito interessante. Não consigo mais imaginar outro ator no papel.
Acho que o romance entre Cormoran e Robin já se tornou algo tão distante que nem sei se quero que se torne real. Seria decepcionante, a menos que a série esteja terminando — o que eu não quero que aconteça.
O final ficou um pouco confuso. Acho que preferiria que Becca fosse Dayu. Isso faria mais sentido para mim.
Mas J.K. Rowling preferiu ser mais realista e direta.
O livro traz mais um protesto da autora, agora sobre a manipulação religiosa, dentro de uma investigação meticulosa de um investigador que, para mim, já se tornou tão querido quanto Harry Potter.
Nota 4,5⭐






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