Os Bridgeston - 4° temporada - parte 1



Querido e gentil leitor,


Temos a quarta temporada de Bridgerton.



Ela conta a história de como o segundo filho de Violet Bridgerton encontra seu grande amor, Sophie.


Sophie é uma camareira da casa de sua própria família, obrigada por sua madrasta a servir como empregada após a morte do pai. Vendo como única forma de usufruir dos prazeres da elite da temporada, ela se disfarça para ir a um baile de máscaras na casa dos Bridgerton. Lá, acaba se encontrando com o filho mais libertino da família, Benedict.


O encontro desperta o coração de Benedict, mas há um problema: Sophie estava de máscara, e o segundo filho de Violet não sabe que ela não é da nobreza, e sim uma funcionária do lar Beck — ou seja, um verdadeiro fantasma para a alta sociedade.


Um reencontro inesperado acontece quando Benedict salva Sophie de patrões abusivos, e ela passa a cuidar dele após um acidente. Aos poucos, eles se apaixonam, mesmo sendo de classes diferentes — e sem que ele saiba que ela é justamente a misteriosa mulher mascarada por quem se apaixonou.



Preso à posição desigual de patrão e empregada, Benedict enxerga apenas uma saída: tornar Sophie sua amante — proposta que a deixa completamente desolada.


Enquanto isso, sua mãe, Violet, finalmente se entrega ao amor, vencendo o preconceito de ser uma mulher mais velha.


Francesca também enfrenta seus próprios bloqueios e conversa com o marido sobre sua falta de reação na cama, permitindo que ambos dialoguem mais e entendam como podem chegar juntos ao verdadeiro prazer.


A rainha, por sua vez, vive um embate pessoal quando sua amiga de longa data, Agatha, decide se aposentar do cargo de dama de companhia.


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Resenha



A quarta temporada, inspirada no conto da Cinderela, traz um tempero a mais para mim, especialmente porque, quando li o livro, imaginei Sophie como minha esposa.


Ela, que visualizei como a sofrida Cinderela Bridgerton.


E ver a atriz de traços asiáticos Yerin Ha interpretando Sophie de forma tão brilhante é algo muito bonito.


Ela e Luke Thompson, nosso Benedict, tiveram uma química excelente, apesar do pouco contato nesta primeira parte. Eles conseguiram transmitir amor e desejo apenas com o olhar.



Tenho também um carinho especial por Luke Thompson, pois o imaginei como um dos protagonistas da série de livros *Entre Feras e Espinhos*.


Além disso, todo esse clima de romance vitoriano de Julia Quinn, misturado ao feminismo e ao romance contemporâneo de Shonda Rhimes, é simplesmente de tirar o fôlego.


Elas sabem misturar, com maestria, sexo e amor.


Valorizam o relacionamento amoroso de um casal sem deixar de torná-lo atual e realista.


Os temas abordados são sempre fortes e importantes de serem discutidos entre cônjuges.


E estou muito feliz por estar assistindo à série com minha esposa.



Li os livros e os contava para ela no início do nosso casamento. Agora, poder reviver essa história, treze anos depois, ao lado dela, é algo muito especial.


Acho que os temas coadjuvantes — como a necessidade de diálogo dentro da relação — são extremamente relevantes.


Dizer que o prazer tem que ser algo mágico e repentino é fácil. Mas entender que ele pode (e deve) ser conversado, esclarecido, respeitando o que cada um gosta na hora “H”, é algo fundamental.


O fato de Violet se olhar no espelho e se enxergar como mulher, mesmo sendo mais velha, foi algo lindíssimo.


E, às vezes, mesmo não sendo tão velho assim, mas passando por fases em que estamos mais gordinhos, muitas vezes precisamos nos olhar no espelho e nos reconhecer como alguém atraente. Acredito que isso seja importante antes mesmo de esperar que nosso parceiro ou parceira nos admire.


A série traz muito essa mensagem: sair dos padrões de beleza e valorizar belezas diversas.


A primeira parte da temporada termina de forma surpreendente, com várias artimanhas para nos prender aos próximos capítulos.


E precisa prender mesmo. Não é fácil assistir depois que as crianças dormem. Ainda mais sabendo que, mesmo já conhecendo os mistérios por ter lido os livros, a curiosidade continua ali, firme.

Nota ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 


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