Querido leitor,
Interessei-me em ver o filme Godzilla, lançado em 2014, porque fiquei sabendo que haveria uma série baseada nesse universo em que o mundo está sendo destruído por batalhas constantes de monstros gigantes.
O filme mais antigo, Godzilla, que passava nas tardes da minha infância, era um dos meus favoritos.
Mas, neste novo filme, o desenvolvimento do universo apocalíptico dessa nova geração realmente não foi dos melhores.
A história acompanha Ford, que vai com o pai ao Japão investigar uma antiga pesquisa na qual seus pais trabalhavam. Sua mãe morreu quando ele ainda era criança.
Quando pai e filho retornam ao local para investigar, descobrem que o que o governo escondia era uma criatura gigantesca e mitológica que estava despertando para acasalar com uma fêmea que também estava surgindo.
Só que o canto de acasalamento também desperta um terceiro monstro: Godzilla.
O pai de Ford morre durante o despertar das criaturas. Agora, o soldado órfão precisa atravessar o caos da batalha entre os monstros — do Japão até San Francisco, nos Estados Unidos — para salvar sua família.
Tudo isso acontece sem tecnologia avançada, já que os primeiros monstros possuem o poder de emitir campos eletromagnéticos que acabam com qualquer tipo de energia elétrica no local.
O soldado participa de várias missões, usando meios de transporte que não dependem de energia elétrica e arriscando ainda mais a própria vida ao tentar impedir a reprodução dos dois primeiros monstros.
No final, Godzilla mata o casal de criaturas e retorna a um sono profundo no oceano próximo a San Francisco.
Ford destrói o ninho cheio de filhotes e reencontra sua família em meio ao caos deixado na cidade após tantas batalhas.
Resenha
O filme até tem um bom roteiro. Porém, faltou um envolvimento maior com os seres humanos que faziam a história acontecer.
Acho que o grande problema do filme foi esse: os criadores quiseram despertar nosso interesse dando protagonismo aos monstros e acabaram deixando as pessoas em segundo plano.
Poderiam mostrar a história dos monstros acontecendo ao mesmo tempo em que destacassem pessoas tentando sobreviver naquele mundo quase apocalíptico, como acontece em muitos livros de **Stephen King**, em que a narrativa acompanha personagens humanos lutando para sobreviver enquanto algo gigantesco acontece ao redor.
O que me prendeu ao filme foi o elenco famoso. Porém, os atores não tiveram o destaque que mereciam.
Elizabeth Olsen, por exemplo, interpreta uma médica, mas praticamente não vemos sua profissão sendo utilizada em meio a tantas pessoas feridas.
O garotinho longe dos pais poderia ter rendido um grande drama, mas isso quase não é explorado.
Nem mesmo o reencontro entre pai e filho recebe o peso emocional que poderia ter.
O filme tinha muito espaço para desenvolver histórias coadjuvantes interessantes, mas isso não aconteceu.
Entendi a metáfora por trás de tantas cenas de destruição e dos rugidos aparentemente aleatórios.
A intenção parece ser mostrar a luta pela sobrevivência das famílias — tanto no instinto animal quanto no humano.
Toda a pesquisa de Joe para provar que sua esposa não morreu em vão perde um pouco o sentido quando ele diz ao filho que vá ficar com sua família.
No fim de tudo, o mais importante é isso: a família.
Mas o filme acaba dando mais importância a outros elementos e não deixa essa mensagem tão clara quanto poderia.
Nota 2,2⭐





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