Querido leitor
Finalizando a série Khemjira no livro especial 3, escrito pelo autor MTRDS, me despeço com um misto de satisfação, mas também de alívio.
O longo “felizes para sempre”, que o autor estendeu por três complementos intitulados Especiais, é composto por contínuas crônicas sobre a vida do casal Khem e Paran, além de seus amigos, vivendo nessa vila protegida por monges, mas assombrada por inúmeros fantasmas.
Neste último livro, vemos o casamento do casal protagonista e também de seus dois amigos, Jet e Charn.
Em meio a isso, um grupo decide produzir uma série televisiva baseada nos escritos de Khemjira, lançada em uma plataforma de novelas tailandesas.
Durante as gravações, porém, o grupo de atores e cinegrafistas passa a ser assombrado por um terrível espírito.
Diante disso, o diretor pede ajuda ao autor da história.
Khemjira, Jet e Charn vão até o local para ajudar o cineasta, já que Paran estava ocupado.
Ao chegarem, descobrem que o diretor havia sido sequestrado pelo espírito.
Eles vão até um templo budista onde, segundo os funcionários, havia sido realizado um ritual de proteção para permitir as gravações.
No entanto, ao chegarem ao local, percebem que o templo estava destruído há muito tempo — e Paran já estava lá para ajudá-los.
O espírito então aparece, e eles descobrem que, na verdade, ele era um espírito protetor da floresta, irritado com o desrespeito do grupo de filmagem.
Ao prometerem não continuar com o projeto, o espírito os perdoa e os liberta.
Resenha
O livro, de temática BL (Boy Love), mostra o amor eterno do casal protagonista. As várias reencarnações reforçam esse vínculo, sempre marcado pela devoção de Khemjira à figura dominante de Paran.
Confesso que, em alguns momentos, essa submissão me frustra. Porém, é bonito ver como Paran também se dobra emocionalmente por Khem, mostrando que o amor pode suavizar até posições que parecem rígidas.
A obra mantém sua aura fantasmagórica e assustadora, explorando elementos da cultura budista tailandesa, sem deixar de lado valores importantes como o respeito à religião, à natureza e às hierarquias.
Ao mesmo tempo, o livro intercala essas temáticas com cenas mais íntimas, que permanecem delicadas e românticas, sem perder a sensibilidade.
A leitura me fez refletir sobre valores que posso levar para meu próprio casamento, como respeito, compreensão e resiliência diante das dificuldades.
Vejo o relacionamento de Khemjira e Paran como uma inspiração para transformar possíveis conflitos em amadurecimento emocional.
E, bem… não vou dizer quem é Khemjira ou Paran na minha relação.
Nota: ⭐⭐⭐


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