Querido e gentil leitor,
Terminando a 4ª temporada de *Bridgerton podemos confirmar que é a série romântica do momento.
Em meio ao luto da família Bridgerton, com a morte do marido de Francesca Bridgerton e à prisão de Sophie Beckett, vemos Violet Bridgerton despertar para o fato de que a sociedade em que vive não está acima da felicidade de seus filhos.
Ela, incentivando Benedict Bridgerton vai atrás de respostas sobre o paradeiro de Sophie e a encontra na cadeia, presa pela madrasta malvada, Araminta Cowper.
Nesse momento, temos a intervenção da Queen Charlotte. Ao pedir a bênção da rainha para que Benedict e Sophie — uma simples aia — possam ficar juntos, Violet enfrenta o próprio preconceito social. Mas Alice Mondrich a incentiva a intervir e ajudar os Bridgerton.
Alice faz com que a rainha perceba que, ao ignorar as classes mais baixas, estava perdendo as melhores fofocas — justamente aquilo de que tanto gostava.
Sophie, livre da cadeia graças a Violet, entra escondida na casa onde sempre viveu e encontra o testamento do pai. Assim confirma que tinha direito ao mesmo dote que as irmãs malvadas.
Ou seja, a madrasta havia roubado o que era dela.
Com esse ás na manga, Violet pressiona Araminta a não revelar que Sophie é filha bastarda, permitindo que Benedict a apresente oficialmente à alta sociedade.
Resenha
A quarta temporada foi baseada em uma das histórias de que mais gostava, pois sempre imaginava minha esposa, Thatyane, como a protagonista Sophie enquanto lia os livros.
Apesar de ser um reconto de Cinderela, sempre achei a personalidade dela muito parecida com a da minha esposa.
Principalmente no fato de ser resiliente, mas sem deixar de exigir seus direitos. Sophie consegue lutar por seus ideais mesmo quando isso pode prejudicá-la.
Essa última parte é justamente a conclusão do famoso “felizes para sempre”.
Foi muito bom ver Sophie tomar coragem para procurar o testamento do pai e enfrentar a madrasta.
Percebemos que o que deixava Sophie frágil era o complexo de inferioridade que a madrasta lhe impunha por ser filha bastarda.
Esse também é um ponto semelhante entre minha esposa e Sophie. Ela é tão forte e corajosa, mas às vezes uma única palavra de alguém consegue provocar nela uma sensação de inferioridade que, na verdade, não existe.
Ver a coadjuvante Alice ter coragem de enfrentar a rainha também foi muito bom. Às vezes esses momentos de coragem na história dão aquela sensação de dever cumprido — de que o certo ainda pode acontecer.
Achei arriscada a troca de gênero do par romântico de Francesca, mas acredito que pode dar certo. É uma pena que tantas pessoas não aceitem isso. Ainda assim, foi a história de que menos gostei.
Achei Francesca a menos “Bridgerton” da família. Durante seu processo de luto, ela acaba descarregando sua raiva em muita gente inocente, e isso também foi mostrado na série.
Por outro lado, gostei de ver o velório sendo tratado de forma diferente, mostrando que o luto pode ser vivido tanto com tristeza quanto com alegria. Francesca escolhe o método irlandês: relembrar momentos felizes e fazer uma celebração em vez da tradicional cerimônia londrina.
Qual forma vocês acham que eu escolheria?
Gostei da maneira como a série juntou o “felizes para sempre” com o luto, algo que poderia ter sido muito deprimente se fosse tratado em uma temporada inteira, como aconteceu nos livros.
Provavelmente também seria a temporada de que eu menos gostaria dos Bridgerton.
Acho que **Michaela Stirling**, o novo par romântico de Francesca, pode trazer um tempero a mais à história.
E que cenas belíssimas e sensuais! Foram poucas comparadas às de outras temporadas, mas as que tivemos foram verdadeiras obras de arte. Até perguntei para minha esposa: não é apenas excitante — é algo bonito de se ver.
Gostei também de ver Violet se comparando ao filho mais libertino e tentando imaginar como era antes de se casar. Como seria a Violet jovem? Será que ela gostaria de ver as atitudes da Violet madura?
E o Leonardo jovem? Será que gostaria de ver as atitudes do Leonardo maduro? Acho que sim.
A série traz muitas reflexões psicológicas pessoais, e por isso considero sua importância vital.
Ela prova que o romance “água com açúcar” não é apenas romance leve. Mesmo assim, continuamos olhando para a televisão com um olhar apaixonado.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
Produtora exectiva:
Atores: Jonathan Bailey






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