The Explorer ( O explorador) - Katherine Rundell


 Querido leitor,

Acabo de ler, sem dúvida nenhuma, o livro do ano para mim.

, autora de Criaturas Impossíveis, sucesso que dizem beirar , me traz esse livro belíssimo, que me levou às lágrimas de um jeito que nenhum outro livro havia conseguido antes.

Não sei se foi somente o livro em si.

Juntou o fato de eu imaginar os protagonistas como meus filhos e sobrinhos.

A trilha sonora que coloquei — “Heart”, de .Sleeping at Last.




Mas sei que a história de Fred, Lila, Max e Con, crianças de seis a treze anos, perdidas no meio da floresta Amazônica, após a queda do avião monomotor em que estavam, me levou a outro patamar de imersão.

O piloto morre, e eles têm que se virar sozinhos em meio a todos os perigos inimagináveis e reais.

Cara… e era muita realidade. A autora parece que nos joga junto das crianças, em meio às dificuldades inimagináveis de se alimentar, de se proteger de animais selvagens e peçonhentos, e de lutar para chegar em casa.

O mais legal é que se passa no Brasil.

Lila e Max são brasileiros.

E, quando você pensa que a história não poderia ficar melhor, eles encontram um mapa que os leva para uma cidade inca que não foi abandonada, pois havia um “explorador” vivendo nela há vários anos.



As crianças o conquistam e o fazem ajudá-las a sobreviver na floresta, já que retornar para casa aparentemente seria impossível por anos.

Mas, quando o mais novo deles é mordido por formigas venenosas, o Explorador resolve revelar seu segredo: ele tinha um avião monomotor escondido.

Ele tinha medo de que as crianças voltassem para a civilização e contassem a todos sobre seu abrigo no meio da floresta.



As crianças retornam para casa prometendo guardar o grande segredo do Explorador.

O livro é lindo. E vai me marcar para sempre.



Ver essas crianças crescerem e se virarem sozinhas em meio a tantos perigos foi divino.

O livro me levava e me trazia para memórias da minha infância com meus primos, andando na fazenda do meu avô.

Me jogava de volta para os dias atuais, com meus filhos e sobrinhos crescendo não só fisicamente, mas também em aprendizado, assim como as crianças do livro.



Eu tenho tanto carinho por eles, e vê-los crescer é uma dádiva tão grande… e ver isso transmitido pela autora não tinha como não me levar às lágrimas.



A cena que mais me marcou foi Fred achando que o pai não se importava com ele por ser apenas uma criança.

E o Explorador diz a ele que não tem noção da importância que uma criança tem para um adulto, para um pai.



E isso é tão verdade.

Meus filhos e meus sobrinhos não têm noção do tamanho da importância que têm para mim. São minha estabilidade.



E saber que o Explorador perdeu o filho é muito triste. Ele entende a importância de cada criança e cuida deles com tanto carinho.

Me vi muito nesse Explorador.

Suas frases de ensinamento vou levar para sempre.



E quero passá-las para meus filhos e sobrinhos.



O final, com eles se reencontrando depois de adultos, fechou com chave de ouro. Chorei de soluçar.

E ver essa cena como meus filhos e meus sobrinhos adultos, criados pela inteligência artificial, foi o que faltava para tornar esse livro ainda mais especial.

Trouxe um significado maior: saber que eles seguiram seus destinos com base no que aprenderam com o Explorador — um se tornando pesquisador, outra bióloga, e assim por diante.

Esse livro não foi apenas sobre crianças perdidas na selva.



Foi muito mais.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐❤️

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