The Key to The indian - A chave do indígena - Lynne Reid Banks


Querido leitor,


Finalizo a série The Indian in the Cupboard no quinto volume, The Key to the Indian, escrito por Lynne Reid Banks. Foi uma série que comecei com um sentimento de nostalgia pela minha infância e termino com um sentimento de crescimento — tanto de Omri, o protagonista, quanto o meu como leitor.


A história acompanha Omri, que, com um armário e uma chave mágicos, tem o poder de trazer pessoas do passado à vida através de seus bonecos de brinquedo.



Quando seu pai descobre tudo, eles têm a ideia de ajudar um dos bonecos, Pequeno Urso, um indígena iroquês, a evitar a extinção de seu povo. Para isso, decidem ir até o tempo dele transformando a chave mágica na chave do carro da família.


Eles vão para o tempo de Little Bear e tentam instruir o povo dele a migrar para o Canadá.


Mas chegam tarde. Os ingleses atacam o povo indígena, fazendo Omri presenciar momentos perturbadores e a brutalidade dos ataques.


Omri e seu pai, mesmo em tamanho miniatura, conseguem salvar várias mulheres e crianças da aldeia.



Eles acabam sendo capturados pelos ingleses e, quando estão prestes a ser mortos, Little Bear retorna para salvá-los.


A despedida, no início da migração dos indígenas para uma nova terra, é triste.


Quando retornam para sua própria linha temporal, Omri e o pai ainda precisam salvar Boone e sua esposa Ruby, que Patrick, responsável por guardar a chave enquanto eles estavam fora, trouxe de volta à vida para conversar.


Mas o gato de Omri os encurrala, obrigando-os a fugir pelo esgoto. Omri e Lionel, seu pai, conseguem salvá-los.


A história termina com pai e filho prometendo nunca mais usar a chave mágica.

Resenha


Com um enredo muito mais ousado, cheio de aventura e com cenas chocantes para um livro infantil, Lynne me surpreendeu com um final quase psicodélico.


Mas foram momentos de tanta emoção que acabaram me surpreendendo de forma positiva.


Ver como Omri cresceu do primeiro livro até aqui foi muito bom.


E Lynne não poderia me agradar mais do que trazendo a companhia do pai, Lionel.


Eu me vi nesse pai, brincando ou viajando com o filho em suas loucuras. Não seria essa mais uma metáfora?


Ver Lionel e Omri passando por tantos perigos, aventuras e também momentos lindos foi muito interessante. O companheirismo entre os dois foi inspirador.


Realmente me vi quando entro nas brincadeiras de meus filhos.


Mas a história também mostra que a história indígena não foi uma brincadeira. Foi triste e cheia de injustiças. Omri presencia isso, e acredito que a autora quis reparar simbolicamente essa história com o final que criou.


Com certeza vou querer ler mais sobre isso no futuro.



Patrick, como eu suspeitava, não mudou nada. Continuou irresponsável — mas um irresponsável que movimenta a história.


O último livro traz exatamente isso: uma mistura de um pouco da realidade desse povo no meio de tanta fantasia.


Ele também mostra como nos sentimos pequenos diante de tanta maldade que aconteceu no mundo.


No fundo, a série é sobre isso: a transição da infância para a vida adulta. Do brincar para entender que a vida também é feita de responsabilidades.


Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐♥️

Comentários