Título: Casando com o Marques
Autora: Patrícia Grasso
Paginas: 249
Série: 7° livro da série Saga dos Kasanov
Querido leitor,
Li o último livro da Saga dos Kasanov, escrito por Patricia Grasso.
Pulei o sexto volume porque não o localizei em lugar algum. Parece ser um livro extremamente raro e, ao que tudo indica, não foi publicado pela editora Nova Cultural.
A editora, que publicava a maioria dos tão elogiados romances de banca, aparentemente não respeitava a sequência das séries nem o cronograma original de publicação das autoras. Isso dificultava bastante a vida dos leitores que tentavam acompanhar essas coleções.
Mesmo assim, lendo este último volume — que acompanha mais um casamento das irmãs Flambeau, as irmãs com dons sobrenaturais — não senti falta do sexto livro.
Apesar de a série carregar o nome Kasanov, a narrativa acaba acompanhando muito mais a família Flambeau — e não que eu esteja reclamando.
A história e a personalidade de todas as irmãs são muito mais cativantes e emocionantes.
Neste volume conhecemos Blaze Flambeau. Seu dom é falar com os animais, e ela não está nem um pouco interessada em casamento ou em seguir as regras da sociedade.
Seu maior desejo é ajudar os animais indefesos e ver sua égua vencer uma corrida de jóquei, provando a todos que uma fêmea pode superar dezenas de cavalos.
Porém, ela tem um problema: não consegue passar por dois cavalos quando eles bloqueiam seu caminho.
Para inspirar confiança em sua égua, Blaze se disfarça do jóquei oficial e participa ela mesma da corrida.
Ela vence e prova a todos que estava certa — inclusive para Ross MacArthur, marquês interessado nela, que observa tudo com fascínio.
No entanto, um assassino que matou um dos jóqueis e está envenenando os animais espalha medo e insegurança.
A última vítima é Peg, a égua de Blaze.
Ela é obrigada a sacrificar sua amada companheira quando o animal quebra as patas após a corrida.
Depois de se casar com o marquês, Blaze e sua irmã Raven passam a investigar o crime.
O assassino revela-se Chad Simmons, filho da madrasta de Ross.
A mando da mãe, ele havia cometido tudo.
Celeste eliminava, por envenenamento, todos que estavam em seu caminho para ascender socialmente: seus maridos, a mãe de Ross e até o jóquei que atrapalhava os planos do filho.
Mas, ao se deparar com Blaze como nova marquesa, percebe que sua postura manipuladora não seria suficiente contra a língua afiada e a personalidade forte da jovem.
Com a ajuda de Raven e de uma tia bruxa que julgavam morta, Blaze arma uma emboscada no celeiro da propriedade.
Após a captura de Celeste e Chad, Blaze e Ross finalmente podem viver em paz ao lado de seus animais.
Resenha
O livro, para nosso deleite, manteve o foco nas irmãs com superpoderes.
Nestes dois últimos volumes, a autora soube aproveitar melhor os dons delas. Mesmo sem dedicar um livro inteiro a cada irmã, conseguiu oferecer bons momentos para todas.
O aparecimento da tia Bedelia foi sensacional. Ela merecia um livro só dela.
Acho que o que mais me cativa nessas personagens é o fato de não se importarem com as rígidas regras daquela sociedade. Elas vivem suas peculiaridades graças aos poderes mágicos, como se a opinião alheia pouco importasse.
E são dons aparentemente simples, mas que fazem toda a diferença.
Que impacto teria em sua vida poder falar com plantas? Ou com animais? Conversar com os mortos? Prever o futuro?
Adorei os poderes delas.
A história sofre uma quebra no meio, com o casamento de Blaze.
Até então, era muito mais interessante vê-la correndo, enfrentando seus medos e tentando proteger a si mesma e sua égua.
Ela se disfarçando de homem para competir foi um ponto alto.
Mesmo com o romance ficando em segundo plano, essa primeira metade era mais envolvente.
Depois, tudo muda para uma trama já conhecida: a madrasta malvada e invejosa tentando destruir o casamento.
Achei essa parte bem fraca.
Só consegui aceitar essa segunda metade por causa da personalidade de Blaze. Ela não se mantinha passiva diante das tentativas de autoridade de Celeste — enfrentava-a sem hesitar.
E isso foi ótimo de acompanhar.
Estava muito evidente que Celeste era a culpada, mas era um óbvio coerente. Seria pior se a revelação final apontasse para alguém aleatório.
O final, com Peg renascendo, foi emocionante.
Foi uma bela forma de recompensar a perda tão dolorosa da égua no meio da narrativa.
Encerrando essa série, fico com um sentimento de dever cumprido, mesmo com um volume faltando.
A magia presente na história trouxe um brilho extra ao romance histórico.
Queria mais? Sim.
Mas posso encerrar essa etapa satisfeito.
Aprendi com essa série que nossas diferenças devem nos valorizar, e não nos envergonhar diante de uma sociedade hipócrita e mesquinha — algo que, infelizmente, pouco mudou até hoje.
Nota ⭐⭐⭐⭐⭐♥️








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