Querido leitor,
Li o terceiro livro da série Lakota, escrito pela autora Janelle Taylor.
Nessa série, ela conta a história de um grupo indígena norte-americano chamado Lajota, que está tendo seu território usurpado por colonizadores.
Entre esses grupos de colonizadores está Carolina Sims. Após a morte de seus pais, ela parte para a região onde seu irmão está servindo ao exército. Só que, no meio do caminho, ela encontra o grupo de Falcão de Guerra, que vigiava a região para impedir que outros grupos atacantes destruíssem suas aldeias.
Ao se depararem com o contingente de Carolina, que também levava armamentos para o acampamento de guerra, eles destroem as armas, matam os inimigos e sequestram Carolina.
Prisioneira dos Lakotas, ela passa a perceber que os verdadeiros inimigos e invasores eram os colonizadores brancos, e acaba se apaixonando por Falcão de Guerra e pela vida indígena que levava.
Ela conquista a confiança do grupo quando realiza o parto arriscado de Macha Alvorada.
E quando Dois Penachos, rival da família de Falcão de Guerra, queria armar um plano cruel contra eles usando Wastemna, que havia retornado à tribo, Carolina não pensa duas vezes antes de arriscar a moral que tinha na tribo, acusando ambos.
Dois Penachos nega. Mas, porque Carolina foi firme, Wastemna assume que estava conspirando contra a vida de Falcão de Guerra e sua família, e põe fim à própria vida.
Dois Penachos tenta fugir, mas é morto e capturado por um colega de Falcão de Guerra.
Enquanto isso, Falcão de Guerra, Arqueiro do Sol e outros vigiavam o comboio de soldados de William Harney, que atacava outras tribos com brutalidade e maldade.
Entre os soldados, Falcão de Guerra reconhece o irmão de Carolina, David.
Disfarçadamente, ele ajudava os indígenas inocentes a se esconderem em meio ao ataque. E ele envia uma carta ao governador contando todas as atrocidades que os colonos estavam cometendo contra os indígenas.
Quando Arqueiro do Sol é capturado, David tenta ajudar, mas acaba sendo capturado também.
Carolina e seus amigos indígenas o ajudam e o salvam.
O governador adia o ataque às tribos.
David aceita o casamento da irmã com Falcão de Guerra. E ele deserta do exército, indo para uma cidade distante.
O livro narra, misturando conteúdo histórico e muito romance.
É um conteúdo histórico que não estamos acostumados a ver: a visão dos ataques e da colonização dos EUA pelos olhos dos indígenas.
E acho que o poder dessa história contada é tão rico que extrapola até o romance.
Mas o romance em si tem partes tão cativantes, que chega ao ponto de olhares e inocentes toques de mão fazerem nosso coração bater mais forte. Tornando-se quase intenso apenas com beijos e trocas de olhares.
A história é contada de forma apressada, e em um estilo narrativo que beira as metáforas das próprias histórias indígenas.
A entrada da mulher branca no meio dos indígenas, e seu respeito por eles, é algo bonito.
Mas acho que vale pela temática do contexto geral da história. E por saberem romancear isso sem deixar de lado a essência dos romances açucarados.
Acho que o poder desse livro é isso. Ele vai muito além dos romances de banca, sem abandonar sua linha principal, que tanto gostamos.
Mais uma vez, nos vemos no meio da floresta, entre os indígenas, com medo de sermos mortos pelos colonizadores. A autora soube nos colocar no lugar deles.
E acho que isso é o mais importante — algo que outras mídias, às vezes, não conseguem transmitir.
Nota 4,2 ⭐

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