Querido leitor,
Assisti à primeira temporada da série mexicana *O Estranho Retorno de Diana Salazar*, estrelada pelo casal de atores Sebastian Rulli e Angelique Boyer, além de contar com Arap Bethke no elenco.
A história acompanha Diana Salazar, uma renomada médica oncologista que, desde a infância, tem sonhos sobre uma vida passada. Essas memórias se tornam cada vez mais vívidas após ela iniciar um tratamento de regressão com seu psicólogo, Joaquim. Ao mesmo tempo, um pesquisador da área de oncologia chamado Mário chega ao hospital e desperta nela lembranças de um dos personagens presentes em suas memórias.
Em sua vida passada, Diana foi Leonor de Santiago, filha de um governador. Ao perceber que a jovem estava apaixonada por Eduardo de Carvajal, o investigador encarregado de apurar possíveis atos de corrupção do governo, seu pai decide entregá-lo à Inquisição.
Utilizando seus poderes sobrenaturais, Leonor ajuda o amado a fugir.
Na vida atual, dividida entre o médico pesquisador Mário e seu psicólogo Joaquim, Diana passa a investigar seu passado e a relação entre suas visões e a realidade.
Entretanto, quando o cético Mário descobre que Diana e Joaquim estão envolvidos com pesquisas sobre vidas passadas, ele denuncia a situação ao conselho médico. Isso prejudica a carreira de Diana e abala profundamente o relacionamento dos dois, fazendo com que ela se aproxime ainda mais de Joaquim, que também não parece ser totalmente confiável, já que grava secretamente as sessões de regressão.
A primeira temporada termina com a chegada da versão do passado de Joaquim. Ele é o Conde Lucas de Treviño, o noivo prometido de Leonor.
Resenha
Acompanho Sebastian Rulli e Angelique Boyer há muitos anos, desde a época em que assistia às novelas deles no SBT. Mais tarde, também me tornei fã de Arap Bethke.
Por gostar muito de histórias envolvendo reencarnação, vidas passadas e elementos históricos, fiquei animado ao descobrir que os três participariam de uma produção com essa temática.
Inicialmente, pensei que se tratasse de uma novela completa, com muitos capítulos. Porém, ao descobrir que era uma minissérie, já me preparei para um dos maiores problemas que encontro nesse tipo de produção mexicana: temporadas que terminam sem um desfecho completo e com a sensação de encerramento repentino.
Por isso, comecei a assistir já sabendo que provavelmente o final não me satisfaria totalmente.
Apesar de as cenas românticas serem bonitas visualmente e bastante intensas, decepcionei-me um pouco com o envolvimento emocional dos protagonistas na trama contemporânea. Em vários momentos, não senti que Diana e Mário realmente se amavam. Faltou aquele dramalhão romântico característico das novelas mexicanas clássicas.
Por outro lado, no núcleo da vida passada, Leonor e Eduardo se entregam completamente ao romance, sem medo das consequências ou das responsabilidades. Talvez o autor tenha construído esse contraste de forma proposital.
O núcleo ambientado no passado foi, sem dúvida, a parte que mais me agradou. Além disso, a chegada do vilão Lucas no final da temporada desperta curiosidade e cria expectativa para os próximos capítulos.
Uma pena que a série ainda não esteja disponível com dublagem em português.
Nota 3,5 ⭐





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