Querido leitor,
Terminei de assistir à série Outlander, finalizando na oitava temporada.
Nessa última temporada, vemos o desfecho da Guerra de Independência dos Estados Unidos contra os ingleses, e Jamie, em sua colônia na Carolina do Sul, tendo que intervir ao ser engolido pela revolta dos legalistas, que eram favoráveis ao reinado inglês e estavam revoltados por Jamie não aceitar lutar por sua causa.
Mas Jamie tinha a previsão de Frank, em um livro que Brianna trouxe do futuro, no qual o primeiro marido de Claire pesquisava a guerra e dizia que Jamie morreria naquele conflito.
Assim, Claire e Jamie entram na defesa de sua colônia sabendo que poderiam ter um fim trágico.
Paralelamente, William, filho de Jamie, precisa lidar com uma paixão pela esposa do primo, supostamente falecido na guerra. Porém, o primo estava vivo, e tudo não passava de um plano criado pela esposa dele para que o marido pudesse lutar do lado que ela considerava correto, sem ser visto como um traidor da Coroa.
William ainda descobre que seu pai adotivo, John Grey, é gay. Revoltado, ele vai até a Carolina do Sul e recebe bons conselhos de Jamie e Claire, retornando disposto a perdoar o pai adotivo e também o pai biológico, Jamie, por tê-lo abandonado.
Mas, ao retornar, John Grey estava preso por um viajante do tempo que queria impedir um discurso dele ao Parlamento, pois acreditava que aquilo contribuiria para a futura segregação racial nos Estados Unidos.
Esse viajante tenta convencer Claire de seus ideais quando ela, Jamie e William vão salvar John. Porém, Claire afirma que nunca conseguiu impedir o futuro, porque ele sempre acaba acontecendo. O conflito se desenvolve até que John acaba matando o homem.
Paralelamente a essa história, também acompanhamos Fergus e Marsali, que, ao gerenciarem um jornal tentando permanecer imparciais durante a guerra, acabam despertando ódio dos dois lados.
O prédio onde funcionavam o jornal e a casa da família é incendiado. Fergus salva sua família, mas acaba morrendo. Diferentemente dos livros, nos quais eles perdem o filho com nanismo no incêndio.
Claire e Jamie também descobrem um segredo sobre Fanny, que foi morar com eles a pedido de William após ele salvá-la em um acampamento de soldados, onde sua irmã se prostituía. Fanny, na verdade, era filha de Faith, a filha de Claire e Jamie que eles acreditavam ter morrido no parto. Porém, ela teria sido raptada pelo médico que salvou Claire durante o nascimento.
Sem saber, eles estavam convivendo com a própria descendente por obra do acaso.
A guerra finalmente acontece e, quando pensam que estão salvos, Jamie é atingido por uma arma escondida de um general do exército inimigo que já havia se rendido.
Claire, que havia ido ao campo de batalha, termina a série chorando por seu grande amor.
Resenha
A série realmente terminou em um clima de despedida apressada e com muitas portas fechadas de forma frustrante para os fãs dos livros de Diana Gabaldon.
As mensagens sobre fé e amor à família continuam presentes. Foram lindas e inspiradoras.
Os desfechos tristes, que deixam nosso coração apertado, também estavam lá. A morte trágica de Fergus foi muito triste. Porém, realmente frustrou o fato de não ter acontecido exatamente como nos livros.
Também gostaria que houvesse mais de John Grey. Ter lido os spin-offs contendo seus diários me fez sentir falta das várias camadas do personagem além de sua paixão por Jamie.
Ainda assim, os diálogos e as mensagens continuam lindos e quase poéticos. O conteúdo histórico do roteiro também é riquíssimo — algo para guardar para sempre.
A série nos deixa imaginando como Diana Gabaldon finalizará os livros. Será que ela conseguirá concluir tudo? Ou acontecerá algo parecido com George R. R. Martin?
E os spin-offs da série? Será que renderão tanto material quanto Outlander? Ouvi falar de uma possível continuidade envolvendo Fanny. Será?
Sei apenas que leria qualquer coisa que Diana Gabaldon escrevesse.
A série mostra o verdadeiro significado do amor: algo construído com o tempo, com a família e fortalecido a cada novo ramo de nossa enorme árvore genealógica.
Também ensina que podemos enfrentar qualquer desafio se permanecermos unidos e fortes — até mesmo os mais terríveis, como Claire enfrentou.
Apesar do final meio sem rumo e triste para Jamie, adorei a série.
Acho que Jamie merecia um fim mais honrado.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐♥️





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