Querido leitor,
Assistimos ao filme Ataque Brutal, um filme de tubarão lançado pela Netflix.
A trama narra a história de uma pequena cidade que fica inundada após a passagem de um furacão. Com a enchente, inúmeros tubarões invadem as ruas e passam a atacar brutalmente os moradores que, por diversos motivos, permaneceram na cidade mesmo após a evacuação.
Uma dessas pessoas é Lisa, que entra em trabalho de parto e acaba ficando para trás após sair atrasada do serviço.
Ela e Dakota, uma jovem com agorafobia, ficam presas na casa da garota em meio à inundação. No entanto, a casa começa a desmoronar enquanto Lisa está prestes a dar à luz. Dakota precisa enfrentar sua fobia de sair de casa para encontrar uma forma de escaparem dos tubarões.
Por sorte, seu tio é um biólogo especializado em tubarões, e ela conhece algumas maneiras de distraí-los.
Mas o tempo não está a favor delas.
Quando a casa em que estão é destruída, Lisa é obrigada a se aventurar pela cidade inundada, cercada pelos tubarões. Em meio aos ataques brutais, ela acaba dando à luz. Felizmente, o tio de Dakota aparece no momento certo e consegue salvar a sobrinha, Lisa e o bebê recém-nascido.
Outro núcleo da história acompanha Dee, Ron e Will. São três irmãos que vivem em um lar temporário, onde os pais adotivos se aproveitam apenas do dinheiro recebido do governo e fazem as crianças passarem necessidade.
Quando o furacão chega, trazendo a enchente e os tubarões, Billy, o pai adotivo, se recusa a abandonar a casa até que seja tarde demais. Os tubarões iniciam os ataques, e apenas o casal consegue fugir, abandonando os irmãos.
Entretanto, os tubarões acabam atacando os pais irresponsáveis, e as crianças ficam presas dentro da residência.
Mesmo ferido, Billy consegue retornar para a casa. Porém, continua demonstrando seu comportamento abusivo.
Os irmãos precisam se unir para enfrentar tanto o pai adotivo quanto os tubarões.
Juntos, eles conseguem explodir os animais com dinamite e salvar suas próprias vidas.
Resenha
O filme me chamou a atenção por ser protagonizado por Phoebe Dynevor, famosa por Bridgerton.
Também me interessou pelo tema da gravidez, algo que está muito presente em minha vida neste momento.
Além disso, eu procurava aquele sentimento nostálgico dos antigos filmes de tubarão que assistia na infância.
E encontrei tudo isso.
O filme apresenta três núcleos narrativos, incluindo o do Dr. Dale, tio de Dakota.
Os três são bem trabalhados e conseguem gerar maior emoção por meio da identificação com os personagens, algo que, para mim, funcionou melhor do que em outros filmes do gênero.
Nos filmes mais antigos, os protagonistas costumavam ser pesquisadores ou heróis de ação. Aqui, temos crianças e uma mulher grávida, o que torna tudo mais humano.
As cenas são exageradas e, às vezes, favorecem convenientemente os protagonistas? Sim.
Principalmente no desfecho envolvendo Lisa e Dakota após o nascimento do bebê, quando um tubarão maior surge no último segundo e captura outro tubarão, impedindo que as três vítimas sejam devoradas.
Não que eu estivesse torcendo pelos tubarões, mas são situações extremamente improváveis. Ainda assim, considero esses exageros perdoáveis, porque a emoção compensou.
A cena em que Lisa é esmagada pelos destroços da casa enquanto está em trabalho de parto foi bastante claustrofóbica.
Da mesma forma, a situação das crianças sendo vítimas dos abusos de Billy foi tão perturbadora quanto os ataques dos monstros do filme.
Acredito que abordar um tema tão importante quanto os abusos em lares temporários, usando-o como pano de fundo para um filme que naturalmente chamaria tanta atenção por ser um filme de tubarão da Netflix, foi algo muito relevante.
No fim, foi um filme que valeu a pena e cumpriu o seu papel. Trouxe aquela nostalgia dos filmes de tubarão e, como bônus, apresentou mensagens importantes.
Nota: ⭐⭐⭐⭐




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