Querido diário... digo, querido leitor.
Comecei a ver a série Diário de um Vampiro. Já tinha lido a série de livros escrita pela autora L. J. Smith. E estava muito revoltado com a forma como os produtores da série tiraram os direitos dela de continuar produzindo seus livros. E, por birra, eu não queria ver a série televisiva. Mas superei isso.
Ao ver que a série foi para a Netflix, decidi começar a assistir. Me surpreendi com a quantidade de episódios por temporada. Mas encarei. E viciei.
A série conta a história de Elena, que, após um acidente de carro que matou seus pais, conhece Stefan Salvatore. Um vampiro bonitão que acha que ela é a cara da ex-namorada que o transformou em vampiro há mais de cem anos.
Só que, junto com Stefan, vem Damon.
O irmão charmoso e bonitão que, diferente de Stefan, é muito malvado.
Juntos, eles escondem da pequena cidade que os vampiros estavam à solta. E matando.
Mas a cidade tem uma organização de antigos moradores que são caçadores de vampiros.
Stefan tem que acobertar os crimes do irmão em busca de sangue e tentar evitar que ele faça sua namorada, Elena, se apaixonar por ele.
Mais tarde, descobrimos que Damon não é tão mau assim. Quero dizer, ele só matou meio mundo de gente por capricho. Mas ele está apenas sendo incompreendido, porque está tentando achar sua ex-namorada vampira, que ele acredita ter sido enterrada em uma cripta junto com todos os outros vampiros da cidade, há um século.
Ele quer achar o local e ressuscitar sua ex-namorada, Katherine, com a ajuda de Bonnie, a amiga de Elena, que é bruxa. Com a ajuda dela, eles acabam é libertando um monte de vampiros na cidade.
Uma deles é Anna. Vampirinha que se apaixona pelo irmão de Elena, Jeremy.
Ele, que já vinha se recuperando da morte de uma ex-crush que o Damon fez virar vampira, estava doido para virar vampiro também, para ficar junto dela. Para isso, finge dar bola para Anna. Mas, no fim, acaba se apaixonando por ela e os dois se transformam no casalzinho mais fofo da Transilvânia... quero dizer, de Mystic Falls, na Virgínia.
Mas o tio da Elena, John Gilbert, aparece e quer acabar de vez com os vampiros da cidade. Para isso, ele pega um objeto que Damon e Stefan tinham. Bonnie faz de conta que tira o feitiço dele. Mas não tira nada. O objeto continuava servindo para deixar os vampiros incapacitados.
Isso acontece no meio da festa da cidade. Os vampiros são sequestrados. Botam fogo neles. Inclusive na pobre da Anna. Eu já ia deixar de ver a série por causa disso. Mas Jeremy decide usar o sangue que ela deixou com ele, com esse propósito, para virar vampirinho.
Resenha
O roteiro apressado e totalmente TDAH nos leva, sim, à L. J. Smith. Mas temos uma estrutura mais formada e uma ponte entre a realidade e a fantasia dos vampiros. Parece haver um caminho. O que não temos nos livros.
Stefan me conquistou desde o início. Achei a química dele com Elena muito maior. Seu jeito de olhar para ela é hipnotizante.
O ranço por Damon e Caroline é muito maior na série do que nos livros. Eu sou do time Stefan e, sem dúvida, vão ter que percorrer um longo caminho para me fazer aceitar que Elena vai ficar com o irmão malvado.
Fiquei, sim, frustrado porque muitos personagens bons apareceram e sumiram. A maioria por causa de Damon. E isso fez aumentar ainda mais minha raiva por ele. Entre eles estão Lexi, Vicki e aquela bruxa do bar.
E, para escrever sobre meu casalzinho Anna e Jeremy, tenho que escrever um livro.
Cara! Eu queria um spin-off só dos dois vivendo o amor vampirinho eterno deles. Por que ela tinha que morrer? E daquele jeito? Foi horrível!
Eu acho que vi muito da inocência dela, parecida com a Claudia, de Anne Rice.
Também fiquei mal pela Pearl. Poderia ter sido diferente.
Se não fossem os últimos dez minutos do episódio final da temporada, eu pararia de ver a série mesmo.
Mas, no momento em que Elena beija Damon... Tá, eu sabia que ia acontecer. Eu li os livros. Sei que ela fica com Damon no final. Mas surtei.
E depois ela mata John esquartejando seus dedos. Foi muito foda.
E era a Katherine.
Eu...
Putz.
Foi muito massa. Como não voar para a segunda temporada?
Tá.
Mas o que eu aprendi com a série?
Ser imortal. Ter uma vida eterna. Isso é uma vontade muito grande. Ser mortal é algo tão triste e inaceitável. E ser um vampiro? Ter seus poderes? Por que não? Não tem motivo nenhum para alguém não querer isso. Quem precisa da luz do sol?
Acho que essa procura pela eternidade é algo que cativa e nos faz ver o ser vampiro com outros olhos. E talvez essa seja a pergunta central da série: eles não podem ser bons? Os seres humanos normais também não são. Então por que eles têm que ser?
Acho que a amizade de Stefan por Damon também é um ensinamento muito grande. Ele decide transformar o irmão, mesmo ele não querendo, para não ficar sozinho. Essa união resistiu ao amor ilusório de Katherine. Será que vai resistir a Elena?
Sim. É uma série que também tem algo por trás. Há uma metáfora em Stefan vencendo seu vício em sangue para se transformar em uma boa pessoa. Será que não está falando das metamorfoses da adolescência? Da luta contra outros vícios, como drogas ou bebidas, para nos tornarmos pessoas melhores?
No fim, acho que os produtores tiveram uma certa razão, sim, em lutar para manter uma linha mais centrada no roteiro, tendo até que arrancar das mãos da autora o destino desses personagens.
Tomara que seja melhor mesmo.
Porque eu vou assistir.
nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

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