Se não fosse você


Querido leitor,

Acabei de ver o filme Se Não Fosse Você. Sim, eu queria ter lido o livro primeiro, mas os atores famosos que eu adoro como protagonistas me incentivaram a assistir ao filme antes.

O filme conta a história de Morgan, que é casada com Chris, enquanto sua irmã, Jenny, é casada com Jonah. Embora os dois casais sejam muito diferentes entre si, suas vidas estão profundamente conectadas.

Morgan e Chris têm uma filha adolescente chamada Clara.



Quando Clara está se preparando para ir para a faculdade, Chris e Jenny sofrem um acidente de carro e morrem. Após a tragédia, descobre-se que os dois mantinham um caso amoroso.

Morgan e Jonah decidem esconder essa verdade de Clara, que sempre foi muito próxima da tia.

Enquanto a mãe e o tio precisam lidar com o luto e a traição dos cônjuges — além do bebê de Jenny, que eles suspeitam ser filho de Chris — Clara começa a viver as emoções de seu primeiro amor.

Ela se apaixona por Miller Adams, um rapaz que cuida do avô doente. Miller termina seu namoro com uma colega da escola para ficar com Clara. No entanto, Morgan não vê o relacionamento dos dois com bons olhos.




Sem compreender completamente o sofrimento da mãe, Clara acaba usando Miller como forma de provocá-la. Ela não entende por que Morgan parece tão revoltada com a memória do pai e da tia.

Enquanto isso, Morgan e Jonah, unidos pela dor e pelas circunstâncias, acabam reconhecendo que nutriam sentimentos um pelo outro desde a época da escola, mas nunca tiveram coragem de admitir isso.

As revelações vêm à tona quando Clara vê Jonah e sua mãe se beijando. Sem conhecer toda a verdade, ela acredita que os dois tiveram um caso no passado. Revoltada, decide perder a virgindade com Miller apenas para desafiar a mãe. Quando ele percebe suas verdadeiras intenções, termina o relacionamento.


Mais tarde, Clara descobre a verdade sobre o pai e a tia. Compreendendo tudo o que aconteceu, incentiva Morgan a seguir em frente e a ficar com Jonah. Ela procura Jonah, pede perdão e os dois fazem as pazes.

Resenha

McKenna Grace, querida do público por interpretar versões jovens de tantas protagonistas famosas, finalmente ganha aqui um de seus primeiros papéis verdadeiramente adultos.

Mason Thames, nosso eterno Soluço, de Como treinar o seu dragão, também entrega uma atuação bastante carismática.

Allison Williams, a inesquecível protagonista de M3GAN, assume aqui um papel completamente diferente e muito mais emocional. Preciso admitir que várias de suas falas me representaram bastante.



E Dave Franco, que durante todo o filme me fez imaginar como seria vê-lo interpretando Will Herondale em Peças Infernais.

Foi justamente esse elenco que me convenceu a assistir ao filme. Quando vi o trailer e descobri que a história era baseada em um livro de Colleen Hoover, soube que precisava colocá-lo na minha lista.

O trailer já deixa claro que se trata de um drama, mas eu não tinha entendido completamente a sinopse. Quando descobri o verdadeiro enredo, fiquei surpreso com o nível de dramaticidade. A história me lembrou bastante a novela mexicana Cair em Tentação. Era possível criar uma premissa mais dramática?

Apesar disso, gostei da forma como o filme tratou os momentos mais emocionais. Os atores evitaram exageros e interpretaram as cenas de dor com bastante contenção. Em vez de transformar tudo em um grande melodrama, escolheram reações mais naturais e silenciosas.

Allison Williams transmite uma energia calma e controlada durante quase todo o filme. Muitas vezes parece que sua personagem está constantemente segurando as emoções para não desmoronar diante da filha. Isso combina perfeitamente com a proposta da personagem: uma mãe que tenta proteger Clara a qualquer custo.



Uma frase dela me marcou bastante: a ideia de que, quando temos filhos, colocamos outra pessoa à frente da nossa própria felicidade. Como pai, entendo completamente esse sentimento. Muitas vezes pensamos primeiro no que será melhor para nossos filhos antes de pensar em nós mesmos.

Por isso, acredito que, embora Clara seja apresentada como protagonista, é a jornada de Morgan que realmente move a trama.

Também fiquei positivamente surpreso com Dave Franco. Eu nunca o tinha visto carregar uma carga dramática tão grande. Jonah vive situações extremamente difíceis, e Franco consegue transmitir essa dor de forma convincente. Isso me fez pensar que ele teria potencial para interpretar personagens mais complexos e emocionalmente intensos.

Outro ponto positivo é o humor. As cenas mais leves entre Morgan e Jonah ajudam a equilibrar o peso da história. A sequência em que eles destroem o presente de Chris é um ótimo exemplo disso. Talvez tenha sido justamente esse equilíbrio que me faltou em Cair em Tentação, uma novela que abandonei por considerar excessivamente dramática.

Gostei especialmente da evolução de Clara. Quando ela aceita que a mãe merece ser feliz novamente, algo muda dentro dela. É como se finalmente entendesse que seguir em frente não significa esquecer quem morreu.

O filme também mostra como frequentemente julgamos situações sem conhecer toda a verdade. Clara vê apenas uma parte da história e tira conclusões precipitadas. Quantas vezes fazemos o mesmo na vida real?

Para mim, essa é a principal mensagem do filme: não devemos julgar cedo demais. E, quando possível, devemos nos permitir ser felizes. A vida já traz sofrimento suficiente por conta própria.

Nota: ⭐⭐⭐⭐

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