Lex Luthor - Biografia não autorizada


 Lex Luthor: Biografia Não Autorizada


Roteiro: James D. Hudnall

Arte: Eduardo Barreto





Querido leitor


Me rendi mais uma vez às HQs. Dessa vez, fui seduzido por essa capa de Eric Peterson e pelo título.


De verdade, quando eu vi, pensei que seria bem diferente. “Lex Luthor: Biografia Não Autorizada”. Pensei, de início, que realmente seria até um livro.




Minha primeira decepção foi descobrir que realmente não era um livro. Muito menos uma biografia de verdade.


A segunda decepção foi a ilustração de toda a HQ, que era no estilo mais antigo das HQs. Quadrinhos menos cena a cena, mais dedutíveis.


E as histórias eram menos emocionais e mais secas. Apenas com a aventura mesmo.





A HQ tem três histórias.


 1ª história


Uma delas conta a história de um jornalista endividado, Peter Sands, que tenta emprego em várias empresas. Mas consegue um emprego quando surpreende um editor, assegurando que iria escrever a biografia de Lex Luthor.


Mas, assim que começa a pesquisar a vida do filantropo, percebe que havia coisa suja por baixo do tapete. E quanto mais ele desenterrava, mais perigoso ficava.


Ele descobre o segredo da fortuna de Lex: ele havia matado os pais para ficar com o dinheiro do seguro.


Mas, ao descobrir toda a história podre, é obrigado a pedir ajuda a Clark Kent para encontrar Superman. Ele seria o único capaz de ajudar Sands. Só que, ao abrir a porta esperando encontrar Superman, quem aparece são os capangas de Luthor.


Quem encontra o corpo de Sands é Superman, que é obrigado a incriminar Clark por ter sido a última pessoa a vê-lo vivo.


Mas Lex Luthor paga uma advogada para tirar Kent do interrogatório, esperando comprar Clark dessa forma. Só que ele não se rende.


Resenha


Teve suas doses de emoção nessa história. Está legal. Contou fatos da vida de Lex Luthor.

Fiquei, sim, um pouco decepcionado por não ser uma linha temporal que segue a série *Smallville*. Por mais que minhas esperanças fossem bem poucas, eu sei que a série seguiu um caminho completamente diferente dos HQs.

Mas tudo bem.


Me decepcionei com o pessimismo da história. Lex controla realmente tudo, levando pessoas boas à indigência e à morte por não seguirem o roteiro definido por ele.


Superman realmente é a luz no fim do túnel.


2ª história


Na segunda história, temos um líder mundial que quer fazer uma guerra mundial. E Superman, seguindo-o, descobre que isso acontece porque ele está sendo manipulado por Lex.





Ele usa uma face na montanha para manipular Lupo, o líder, e arquitetar o plano.


Após descobrir e salvar Lois, representante do jornal que estava acompanhando a guerra, ele, como Clark, alerta os líderes de que tudo era um plano de Lex. Os líderes então assinam o acordo de paz.


Resenha


Essa foi a HQ mais difícil de acompanhar.


Acho que, para quem tem a memória afetiva daquelas velhas revistinhas, deve até gostar.


É engraçado como a historinha, meio lúdica e ao mesmo tempo adulta, se transformou nas histórias complexas que são feitas hoje em dia.


Mas a mensagem política já estava lá. Tenho certeza de que, para o andamento político da época, a mensagem passada já era bem definida.


3ª história


Lois é chamada para uma festa no iate de Luthor, com vários líderes políticos, e chama Clark para acompanhá-la.


Ela se nega a ganhar de Luthor um vestido caríssimo e se junta à festa dos políticos usando o terno que Clark lhe emprestou.





Mas a festa vira um sequestro pirata.


Lex tinha armado tudo. Se os piratas não tivessem atacado Clark ao mar, dando oportunidade para ele virar Superman, Lex teria vencido.


Mas Superman tira o navio do mar, distraindo os bandidos para Lois agir e tomar o controle do navio.


Lex é preso, mas solto poucas horas depois.


Resenha


A última história me surpreendeu, mostrando uma Lois Lane cheia de personalidade e atitude. Ela é a heroína da história. Superman se torna apenas o parceiro dela.


Sua atitude, ao não aceitar o presente caro de Lex, mostra como ela cresceria cada vez mais em sua personalidade ousada, e isso me lembrou muito a personalidade de outra série de TV: *Lois & Clark*.


A Lois de Teri Hatcher achei muito mais parecida com essa. E, de verdade, em alguns momentos eu conseguia vê-la.


Conclusão geral


O quadrinho não me trouxe o que realmente eu queria.


A biografia era sobre a personalidade fictícia de Lex Luthor, mas sim sobre a biografia de um personagem de faz de conta: seus primeiros traços, ainda com cabelo, sua personalidade louca e a ideia de que dinheiro compra tudo.


Meu Lex Luthor favorito ainda é Michael Rosenbaum, de *Smallville*. Porém, não o vi virar o terrível vilão.


Talvez seja porque gostei de ver que, por trás de todo grande vilão, existia alguém com esperança e motivos para virar um supervilão.




Coisa que não mostrou nos HQs.


Mas o que mais gostei foi a energia pura de Clark, o oposto de Lex.


Por mais que Clark Kent não tenha sido o protagonista dessas histórias, ele reflete que, por mais que Lex tenha todos os motivos do mundo para se tornar um supervilão, ele poderia ter escolhido seguir o caminho correto.

Nota: ⭐⭐⭐

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