O que realmente aconteceu no Peru - Cassandra Clare



Querido leitor,


Comecei a ler o livro de contos da Cassandra Clare, As Crônicas de Bane.



O primeiro conto, “O que realmente aconteceu no Peru”, teoricamente vai explicar um dos maiores mistérios de Cassandra Clare nas três séries que li: por que o feiticeiro mais louco do Universo dos Caçadores de Sombras foi proibido de voltar ao Peru. Esse é um assunto que é comentado por várias gerações nas quais as séries se passam, e Bane transita por elas por ser imortal.



Mas o título fala de “O que realmente aconteceu no Peru”. E aconteceu muita coisa, viu.


Magnus vai com Ragnor, outro feiticeiro, para a floresta tropical e é atacado por macacos.


Magnus e Ragnor são contratados para proteger a carga de um comerciante peruano. Magnus acha que estão enfrentando um navio pirata e usa magia para atrapalhar a embarcação. Depois, eles vão para o navio da carga e acabam caindo no porão, ficando praticamente enterrados até a cintura em guano (excremento de aves).


Magnus se apaixona por um tocador de charango e leva um pé na bunda. Catarina, uma feiticeira, e Ragnor aguentam uma noite de fossa e bebedeira ao lado dele.


Ele foge bêbado com um tapete alado e vomita nas Linhas de Nazca, ponto turístico da região.


É tratado da ressaca com porquinhos-da-Índia sendo esfregados nele por uma senhorinha da localidade.


E, por fim, começa uma vida de crimes com uma turista aleatória que estava em uma relação tóxica com o namorado. Crimes que eram apenas contra pessoas chatas, como o namorado da garota.


Mas, no fim, não foi nenhum desses motivos que expulsou Magnus do Peru.


Foi um motivo que as autoridades mágicas do lugar não quiseram nem mencionar para o pobre Magnus.


Resenha

Entrar na mente e na história do feiticeiro mais querido do Universo das Sombras é muito bom.


Ver todas as suas zoeiras no Peru foi como viajar com um grande amigo muito louco.


Me lembrou o filme Se Beber, Não Case! Isso se tivesse feiticeiros e bissexualidade envolvida.


Ver também o recurso da autoanálise em meio à fossa foi muito bom.


Ver fatos de sua história, de como Asmodeus enganou sua mãe, foi muito significativo. E como vidas não se tornam sem sentido mesmo quando várias, centenas de histórias passam por ele.


Achei muito engraçado todo o romantismo de Magnus com Imasu acabar de forma tão cômica.



Acho que normalmente detesto quando o mistério não é resolvido e fica essa abertura. Mas Cassandra Clare soube fazer isso muito bem.


Não tinha como Bane fazer mais absurdos para gerar a expulsão dele do Peru.


E a saída foi essa: ficar sem respostas. Até para Magnus.

Nota ⭐ ⭐ ⭐ ⭐ 

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