Os rumos do amor verdadeiro (e o primeiro encontro) - Cassandra Clare


Querido leitor,

Terminei de ler o décimo conto do livro As Crônicas de Bane, Os Rumos do Amor Verdadeiro (E os Primeiros Encontros).

Já pelo título sabemos que seria um conto fofinho.



Alec Lightwood volta a protagonizar este conto ao lado de Magnus Bane, contando como foi o primeiro encontro do Caçador de Sombras e do feiticeiro.

Enquanto Alec está inseguro por ser a sua primeira vez saindo com um homem, Bane apronta todas, tentando ser o mais acolhedor possível para que o encontro dê certo.



Já é difícil para Alec estar saindo com o feiticeiro mais ousado de Nova York, usando uma camiseta emprestada dele com os dizeres “Pisque se você me quiser”. Ainda por cima, Bane o leva em uma viagem de trem para um restaurante de Seres do Submundo que detestam ou temem os Caçadores de Sombras.

O encontro parecia que ia ser um fracasso. Mas uma lobisomem teve a brilhante ideia, junto de sua namorada, de saírem na lua cheia.



Uma ótima oportunidade para o encontro se movimentar e Alec fazer o que melhor sabe fazer: proteger as pessoas que ama e mostrar o verdadeiro papel de um Caçador de Sombras.

Alec e Bane ajudam a lobisomem a voltar a ser humana e a disfarçar o estrago que ela fez no restaurante. E Alec a ajuda a perceber que ela não era um monstro por mostrar sua natureza.

Bane se derrete com isso.

E o encontro deles termina em uma romântica noite de amor.

Resenha

Que fofura de casal! Que delicadeza da autora ao escrever sobre um momento tão bonito dos dois.

Bane, tão poderoso e confiante, se mostrando todo frágil e querendo agradar seu pretendente.

Alec, tão envergonhado e frágil, com a autoestima tão baixa a ponto de não perceber o quanto era admirado por Bane.



Os dois lutando para fazer dar certo um envolvimento que supriria a carência e a baixa autoestima dos dois.

E ainda Cassandra traz uma metáfora tão linda, que é a lobisomem.

Ela também tem vergonha do “Ser Sombrio” que é, de se transformar em lobisomem na lua cheia.

Mas Alec a faz perceber que isso faz parte da natureza dela. Não era algo de que ela deveria se envergonhar, mesmo que algumas pessoas vissem isso como uma monstruosidade.

E isso claramente é uma referência à homossexualidade. E também à postura de uma pessoa como Bane, mais expressiva, que demonstra seu brilho nas roupas que veste e na maneira como fala.

Acho que muitas pessoas veem isso como uma monstruosidade mesmo, como se essas pessoas fizessem um estrago como a lobisomem.

Mas elas estão apenas se expressando como são.

E, quando encontram um amor como Alec e Bane, mas não podem se expressar, deve ser muito triste.

Só o fato de eu estar lendo um livro com protagonismo LGBT já é motivo para acusações. Mas eu vejo como apenas mais um livro — no caso, um conto — sobre amor, respeito e felicidade.

Admiro Cassandra pela maneira como ela consegue definir cada detalhe dos sentimentos dos Seres do Submundo, mostrando sentimentos tão humanos quanto os nossos.



No fim, somos todos seres sombrios querendo um pouquinho de visibilidade, luz e amor.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Comentários