Vampiros, bolinhos e Edmund Herondale - Cassandra Clare e Sarah Rees Brennan

 


Querido leitor,

Terminei de ler o terceiro conto do livro As Crônicas de Bane, escrito por Cassandra Clare e Sarah Rees Brennan.

O conto se chama “Vampiros, Bolinhos e Edmund Herondale”.



Edmund Herondale é o pai de Will Herondale, protagonista da série As Peças Infernais, série que, até então, ia mais longe na linha temporal do universo dos Caçadores de Sombras.

A história narra uma reunião do Conselho dos Caçadores de Sombras com os seres do Submundo, na tentativa de chegar a um acordo para que possam se unir contra os demônios.

E Bane está participando desse conselho com sua amante vampira, Camille Belcourt.

Vemos personagens mais antigos, que participaram de As Peças Infernais, aparecendo no auge de seu poder.

O Cônsul Josiah Wayland.

O pai de Charlotte, Granville Fairchild.

Vemos também o casal de parabatais que se apaixonaram e cuja história aparece posteriormente em As Últimas Horas: Silas e Eloisa.

Vemos também o crush lobisomem de Camille, Ralf Scott, que foi mencionado em Instrumentos Mortais como uma lembrança dela. Agora vemos esse amor começar.

Temos também como parte importante da história a aparição de Edmund Herondale e a forma como ele conheceu a mundana, mãe de Will, Linette Herondale, que na época se chamava Linette Owens.



A carruagem em que ela estava com sua criada é atacada por um demônio, e Edmund aparece para defendê-la.

Logo depois, vemos Edmund abrir mão de ser um Caçador das Sombras para ficar com Linette.

Magnus acompanha tudo isso e também participa do conselho, no qual os Nephilim, tomados pelo preconceito, se veem como superiores aos seres do Submundo e não aceitam nenhum acordo. Isso acontece mesmo quando o Instituto é atacado por demônios e eles precisam da ajuda dos seres sobrenaturais para se defender.

Bane também perde Camille para Ralf. Ele decide deixá-la com o lobisomem, argumentando que ele teria a eternidade para reencontrá-la, enquanto Ralf, sendo mortal, teria apenas aquela vida para conhecer o amor.



Resenha

Foi um conto bem difícil de ler, porque tive que rever e relembrar vários personagens e histórias antigas.

Acho que a autora deveria fazer uma recapitulação de tudo o que precisaríamos relembrar para conseguir entender melhor a história.

Vejo que a melhor decisão que tomei foi ler tudo de uma vez, para deixar tudo fresco na memória.

Mas, mesmo assim, foi bem cansativo.

Por outro lado, foi muito bom ter essa peça do quebra-cabeça que conecta todas as histórias. Ir cada vez mais longe no passado desses personagens tão queridos é muito bom. Passei também a amar o pai de Will, Edmund.

Saber da história de Camille e Ralf é uma coisa. Ler o início dessa história é outra coisa completamente diferente. Gostaria que outro conto tivesse a continuação desse trágico romance.

Mas o que mais chama a atenção nessa história também é o preconceito e a política de favorecer o próprio grupo em vez de buscar um bem maior para todos.

Vejo que a autora é bastante esclarecida politicamente e usa suas histórias como metáfora para alertar seus leitores.

Então, por mais que toda essa parte política da história tenha sido chata, eu vi sua importância neste conto.

Mostrar esse passado e falar sobre temas políticos sérios são elementos que, apesar de terem tornado a leitura mais cansativa para mim, deram importância à história.




Nota ⭐⭐⭐⭐

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