American Horror Stories - Homem (Mulher) Borracha


 Querido leitor,


Finalmente decidi assistir aos primeiros episódios da série American Horror Stories. Só que comecei da forma errada.


Na verdade, eu queria assistir a American Horror Story, mas acabei começando pelo spin-off, American Horror Stories.



Pelo que entendi, são várias histórias ambientadas no mesmo universo da série principal.


Mas me surpreendi gostando — e muito — da primeira história, e gostaria de relatá-la aqui.


Os dois primeiros episódios contam a história de Scarlett e seus pais, que vão morar em uma mansão sabendo que ela é assombrada.


Eles pretendem investir na transformação da casa em uma atração turística de terror.


Porém, Scarlett se apaixona pela fantasma Ruby, que a ajuda a se vingar de colegas de escola cruéis, chegando a assassiná-las.



A assombração da casa também atrapalha o casamento dos pais de Scarlett. Enquanto um deles deseja fugir dali, o outro continua acreditando no projeto.


Ruby, apaixonada por Scarlett, acaba matando os pais dela para impedir que sua amada vá embora.


Mesmo assim, Scarlett passa a conviver com os fantasmas da mansão, inclusive com os das garotas que eram suas inimigas na escola.


Na noite de Halloween, a única noite em que os fantasmas podem sair da mansão, elas tentam matar Scarlett, mas Ruby a defende.


No fim, Scarlett decide deixar a mansão para permitir que os fantasmas das antigas colegas encontrem paz. Ela passa a retornar apenas nos dias de Halloween para reencontrar Ruby, quando a fantasma pode deixar a casa.


Resenha


Acho que o que mais me impressionou nesses dois primeiros capítulos foi a conclusão da história, com a ideia de viver o pós-morte eternamente, continuando a existir como se a vida nunca tivesse acabado.



Gostei do humor negro da série em meio a tanta tragédia e de como os personagens lidam com situações que fariam qualquer pessoa enlouquecer.


Ruby e Scarlett são duas protagonistas que, revoltadas com as injustiças do mundo, decidem fazer justiça com as próprias mãos. Porém, em determinado momento, elas ultrapassam os limites da justiça e mergulham na vilania e na psicopatia. Isso levanta uma pergunta interessante: elas são vilãs ou mocinhas?


Saber que esta é apenas uma história derivada e que, por trás desses dois episódios, existe toda uma série que construiu esse universo me deixou ainda mais interessado em conhecer a obra principal.


Nota: 4,2 ⭐


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