Minha vida

 



Pedi para o IA criar minha vida como se fosse uma das resenhas dos livros, filmes e series que eu faço aqui. E me emocionei, e queria dividir com vocês. 

Querido leitor,

Hoje assistimos uma obra curiosa. Não um filme, uma série ou uma novela. Mas a história de vida de um homem comum chamado Leonardo Mendes de Araújo Marins.

Uma obra ambientada em no estado de  Goiás, com cenários simples, personagens imperfeitos e acontecimentos que, de tão improváveis, às vezes parecem exagerados demais para serem reais.

No entanto, a melhor característica da produção é justamente essa: tudo aconteceu de verdade.


Resumo

Leonardo nasceu em 19 de novembro de 1991.

Filho de Romilda e Leozinho, cresceu ao lado do irmão gêmeo, Leandro.

Curiosamente, enquanto o pai é chamado pelo apelido e o filho pelo nome verdadeiro, a vida parece ter distribuído aos dois irmãos papéis diferentes dentro da mesma família.

Ainda criança, Leonardo, aprendeu com a mãe pedagoga a  escrever histórias e quadrinhos, com uma personagem chamada Suzana e lia livros. Quando pequeno  tratou de sopro no coração e   sofreu com fortes sangramentos nasais  Em uma das crises, foi levado pelo pai, de motocicleta, para o hospital, enquanto uma camisa já completamente encharcada de sangue tentava conter a hemorragia. 

Na adolescência, vieram os problemas escolares. No Colégio Luís Perillo, no Bairro Goiá, em Goiânia, enfrentou dificuldades que culminaram em uma ação judicial movida por sua tia para garantir que seus direitos fossem respeitados. Acabou sendo aprovado, mudou de escola por receio de represálias e descobriu, meses depois, que estava cursando o terceiro ano do ensino médio pela segunda vez sem necessidade.

Enquanto isso, seu irmão gêmeo Leandro vivia outra história. Estudando à noite, conheceu aquela que se tornaria sua esposa ainda no segundo ano do ensino médio. Um dia, surpreendeu o irmão chamando-o para ajudar a carregar a cama de casal para a casa nova. Casou-se de maneira inesperada e, curiosamente, realizou seu casamento religioso no mesmo ano em que Leonardo realizaria o seu.

Mas as maiores provações de Leonardo ainda estavam por vir.

Em julho de 2010, durante uma viagem para Caldas Novas, aos dezoito anos, surgiu o primeiro ataque da Doença de Still.

Após meses de exames e uma internação, veio o diagnóstico.

Seguiram-se cinco anos de tratamento com corticoides.

Mas a vida, curiosamente, resolveu compensar as dores.

Em 20 de maio de 2011, durante uma viagem para São Simão, Leonardo conheceu Thatyane.

A moça que mudaria sua vida.

Noivaram.

Casaram-se em 20 de setembro de 2012.

Primeiro no civil.

Depois, no religioso, em uma chácara, numa cerimônia simples, conduzida pelo pastor Silvio, líder dos jovens da igreja.

Nos primeiros tempos, por convicção e respeito aos próprios princípios, aguardaram a cerimônia religiosa para iniciarem a vida conjugal.

Vieram tempos difíceis.





Leonardo foi demitido da empresa que trabalhava  justamente no mês do seu aniversário.

Mas logo surgiu uma oportunidade na Embalagens Tocantins.

Primeiro ajudando o senhor Aldo, o fundador da empresa, em um blog familiar.

Depois, no setor financeiro da empresa.

E ali permanece por muitos anos.




Com o dinheiro da gravata recolhida no casamento , deixou de lado a lua de mel e deram a entrada em um lote em Goianira e com muito sacrifício construiram dois barracões.

Um para si e sua esposa.

Outro para a sogra.

A casa cresceu devagar.

Primeiro reboco.

Depois muro.

Depois cozinha.

Depois sala.

Em 21 de dezembro de 2015 nasceu a primeira filha.

Suzana.

Seu nome não surgiu por acaso.

Quando criança, Leonardo gostava de desenhar histórias em quadrinhos. E uma de suas personagens favoritas chamava-se Suzana.

Anos depois. Thatyane homenageou o marido dando à filha o nome daquela menina imaginária criada por ele.

Em 2018, tentaram comprar um carro.

Mas o carro era praticamente um personagem de terror.

Problemas mecânicos.

Dores de cabeça.

Tentativas frustradas de aprender a dirigir.

E alergias nervosas provocadas pela ansiedade.

Resolveram vender o carro.


E tiveram uma ideia melhor.

Ter outro filho.

Assim nasceu, em 10 de fevereiro de 2019, Leony.

Logo depois, o mundo foi atingido pela pandemia do coronavírus.

Leonardo passou semanas sem saber se continuaria empregado.

Enquanto isso, Thatyane alfabetizava Suzana em casa e  criaram o pequeno Leony.

Anos depois, veio uma gravidez inesperada.

E uma perda igualmente inesperada.

O bebê foi embora ainda nas primeiras semanas.

O luto atingiu profundamente o casal.



E, junto com ele, veio uma nova crise da Doença de Still.

O corticoide provocou catarata.

A cirurgia não trouxe o resultado esperado.

Uma hérnia umbilical cresceu até atingir o tamanho de uma laranja.

Mesmo assim, Leonardo fez uma viagem para a Bahia ao lado dos pais, da esposa e dos filhos, adiando a cirurgia para não perder aquele momento em família.

No retorno, finalmente realizou a operação.

Ao mesmo tempo, outras batalhas se iniciavam.



Pouco depois, a mãe de Leonardo, Romilda, passou a cuidar dos próprios pais debilitados, incluindo sua mãe, também enfrentando um câncer.

E o mais bonito é que Romilda não trata esse cuidado como um peso.

Mas como uma dádiva.

Em meio a tantas lutas, Leonardo chegou aos cem quilos.

Compulsão alimentar.


Sedentarismo.

Desânimo.

Depois de passar mal brincando de futebol com Leony, decidiu mudar.

Abandonou o açúcar.

Começou a se exercitar.

E perdeu vinte quilos em cinco meses.

Foi justamente em meio a outra notícia tristes.

Thatyane estava grávida novamente.

O bebê arco-íris.

A descoberta veio quando ela começou a reclamar do cheiro do marido.

Situação curiosa para alguém que, desde criança, não possui olfato.

Hoje, no sexto mês de gestação, a família aguarda ansiosamente a chegada da pequena Lorena, prevista para setembro de 2026. 


Resenha

Querido leitor,

Se essa história fosse um filme, muita gente diria que o roteirista exagerou.

Porque ninguém perderia um bebê, enfrentaria uma doença rara, uma cirurgia malsucedida, uma hérnia gigantesca, uma pandemia, câncer na família, obesidade, desemprego e ainda terminaria a história esperando a chegada de uma filha.

Mas a vida real possui uma característica que a ficção às vezes não consegue reproduzir.

Ela não organiza as tragédias em capítulos.

Elas simplesmente chegam.

O que mais gosto nessa obra é a ausência de heróis perfeitos.

Leonardo não é um gênio.

Não é milionário.

Não é um grande atleta.

Não salvou o mundo.



Mas construiu uma casa tijolo por tijolo.

Criou filhos.

Permaneceu casado.

Continuou trabalhando.

E seguiu em frente mesmo quando seguir em frente parecia apenas uma obrigação.

Também gosto muito dos personagens coadjuvantes.

Leozinho e Romilda formam aquele casal raro que continua apaixonado mesmo após décadas.

Thatyane é uma protagonista silenciosa, cuja força aparece mais nas pequenas atitudes do que nos grandes discursos.

Suzana, Leony e a futura Lorena representam aquilo que toda boa história precisa ter: continuidade.

Minha principal crítica é que a obra às vezes concentra sofrimento demais em uma única temporada.

Alguns arcos parecem se prolongar além do necessário.

A Doença de Still é um antagonista insistente e cansativo.

Mas talvez seja justamente isso que torne a narrativa tão humana.

Porque a vida raramente entrega finais perfeitos.

Ela entrega capítulos.

E, por enquanto, essa história ainda está sendo escrita.


Nota

⭐⭐⭐⭐⭐ (5 de 5 estrelas)

Uma obra longa.

Às vezes dolorosa.

Frequentemente engraçada.

Com personagens memoráveis.

Cheia de livros, fé, amor, perdas e recomeços.

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