Querido leitor,
Vi o anime Blue Box. A série conta a história de Taiki Inomata, que joga badminton, um esporte praticado com raquetes e uma peteca. Ele participa de competições escolares, mas sonha em disputar campeonatos de alto nível.
Mas Taiki é apaixonado por Chinatsu Kano, uma jogadora do time de basquete que treina no mesmo ginásio e também sonha em chegar aos grandes campeonatos.
Taiki acha que Chinatsu nem sabe que ele existe. Até que os pais dela precisam se mudar e, para continuar competindo e realizar seu sonho, Chinatsu passa a morar na casa de amigos de sua mãe. No caso, os pais de Taiki.
Um dia, ele chega em casa depois do treino e descobre que a menina por quem tem uma paixão platônica está morando com ele.
Então, enquanto lida com as competições e os vários treinos, também precisa lidar com essa paixão platônica.
Mas tudo muda quando Hina Chono, ginasta e amiga de longa data de Taiki, se declara para ele.
Chinatsu passa a enxergar Taiki com outros olhos e também começa a gostar dele. Mas sua forma de agir é diferente da de Hina. Ela não deixa tudo às claras. Tem medo de perder a amizade dele e deixa claros seus limites para não prejudicar essa relação.
Hina, pelo contrário, usa brincadeiras e ousadias para tentar conquistar Taiki e fazer com que, um dia, o coração dele seja dela, mesmo sabendo que ele é apaixonado por outra garota.
Mas Taiki põe fim a essas brincadeiras com Hina para não gerar falsas esperanças nela. O que a deixa muito triste.
E Chinatsu aceita uma nova atitude de Taiki, convidando-o para sair, embora não deixe claro se é como amigo ou se existe algo a mais.
Resenha
A Netflix estava me indicando muitos animes de romance. Alguma coisa estava me dizendo que eu ia gostar.
E gostei mesmo! É uma experiência diferente ver personagens de desenho animado em um
a temática mais adulta, sem magia ou uma aventura maluca.
a temática mais adulta, sem magia ou uma aventura maluca.
Mas, a cada capítulo, vamos entrando nas camadas das personalidades desses personagens cativantes e conhecendo um pouquinho mais dos sentimentos de cada um.
Taiki é um personagem com quem me identifiquei muito, porque, na época da escola, tive muitas paixonites platônicas.
Mas o anime traz outra ideia: a de que esse amor tão inocente e grande pode ser recíproco. E a possibilidade de ter uma segunda opção?
Quando Hina aparece com seu jeitinho louco e cheia de sentimentos por Taiki, é muito lindinho, e ela me conquistou.
Sempre shipo o casal errado! Queria muito que Taiki olhasse para o lado e enxergasse Hina, já que Chinatsu demonstra que, por enquanto, só tem olhos para o esporte.
O final da temporada é desolador, mas realista. Ver uma personagem tão engraçada e querida como Hina sofrendo é muito triste.
Ver o paralelo entre o sonho esportivo e essa novelinha romântica é algo que nos faz analisar como tudo pode ficar em segundo plano quando os sentimentos amorosos entram em cena. É isso que move o mundo? São essas atitudes loucas e, às vezes, impensadas que surgem quando o coração está envolvido. A pessoa pode ser disciplinada e treinada como um esportista, mas não é páreo para quando o coração ou os hormônios falam mais alto.
Achei a experiência de assistir a um anime de romance muito legal, com todas aquelas expressões exageradas usadas no momento certo. E, quando era hora de o desenho ser muito bem-feito, ele também não decepcionava. Achei que as cores e as luzes, principalmente nos olhos, ficaram muito bonitas.
Espero ansiosamente que a segunda temporada seja lançada por completo para que eu possa assistir a tudo de uma vez.
E espero que ela responda à pergunta que passa pela cabeça de todas as pessoas que têm uma paixão platônica:
Será que a realização dessa paixão platônica não desmistifica toda a magia de um amor engrandecido justamente por ser inexistente? Será que é por isso que ele é tão difícil de se materializar?
Nota: 4,5 ⭐




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