Querido leitor,
Li o primeiro livro da série As Maldições Ancestrais, Os Pergaminhos Vermelhos da Magia, escrito por Cassandra Clare e Wesley Chu. A série conta a viagem que Magnus Bane e Alec Lightwood fazem durante os acontecimentos de Os Instrumentos Mortais.
A viagem de férias do casal por Paris, Roma e Veneza serviria para que eles se conhecessem melhor e descobrissem se dariam certo como casal.
Mas Tessa aparece e pede ajuda a Magnus para investigar um culto que estava realizando sacrifícios de fadas, vampiros e lobisomens. Tudo indicava que Magnus havia criado o culto junto com Ragnor, como uma brincadeira, mas alguém levou a ideia a sério e transformou aquela brincadeira em realidade. Agora, seus integrantes planejavam invocar Asmodeus, pai de Magnus.
Magnus, por algum motivo, apagou da própria memória a criação dessa seita.
Alec e Bane partem, então, para uma missão no meio da viagem romântica, a fim de investigar o culto e descobrir quem era seu novo dirigente.
Em meio aos ataques de demônios enviados para impedi-los de continuar as investigações, eles conhecem Shinyun Jung.
Uma feiticeira que encontrou nas palavras de Bane o acolhimento que não havia recebido dos pais nem do noivo. Ela se tornou membro da seita, mas, ao se revoltar contra seus novos dogmas, passou a procurar seu novo regente e a querer se vingar de todas as atrocidades que foi obrigada a cometer.
Magnus se comove com sua história e não percebe que está caindo em uma armadilha.
Shinyun faz Alec ir até a Universidade de Roma, onde ele encontra Helena e Aline. As duas se conhecem enquanto investigam o culto de Bane e acabam se apaixonando.
Enquanto isso, Shinyun leva Bane para o centro do culto, onde ele seria sacrificado para a invocação de Asmodeus.
Mas Alec não desiste de Bane e vai atrás dele, enfrentando os cultistas e os demônios menores invocados por eles.
Dentro do pentagrama em que Bane está preso, Asmodeus cria a ilusão de várias versões de seu filho para impedir que Alec identifique o verdadeiro Magnus. Shinyun, enganada por um dos cultistas, também acaba presa no pentagrama, destinada ao sacrifício.
Alec reconhece o verdadeiro Bane porque ele poupa a vida de Shinyun, mesmo depois de ela ter enganado os dois.
Bane se recusa a se juntar a Asmodeus, abrindo mão do culto criado em seu nome.
Os Caçadores de Sombras de Roma chegam e capturam os cultistas.
Sabendo que Shinyun seria julgada e condenada pela Clave, Alec a liberta.
Eles continuam a viagem romântica e, depois, retornam a Nova York.
Mas Shinyun revela que continua com suas intenções malignas: ela mantém Ragnor preso, embora tenha mentido para todos, dizendo que ele estava morto.
Resenha
Reentramos no universo de Cassandra Clare com mais uma camada da história do mago mais louco e apaixonante dos Caçadores de Sombras: Magnus Bane.
Vemos o que existe por trás de sua proteção de ironia e humor. Conhecemos toda a sua fragilidade, seus medos e mais algumas peças do quebra-cabeça que é seu passado.
Parece que As Crônicas de Bane foram apenas uma parte dessa história, porque, em Os Pergaminhos Vermelhos da Magia, vemos mais profundamente toda a dor que Magnus sofreu com o padrasto após a morte da mãe.
As metáforas LGBTQIA+ são inúmeras, comparando a descoberta dos poderes do feiticeiro e o processo de se descobrir gay com a reação do padrasto e com as reações das pessoas preconceituosas.
E ver Magnus finalmente encontrando o amor nos braços de Alec é muito lindo!
A autora ainda usa o paralelo entre a missão, cheia de suspense e adrenalina, com os demônios atacando os protagonistas, e toda a parte amorosa e romântica da história.
A parte do mistério deixou um pouco a desejar, porque eu já desconfiava que Shinyun era a verdadeira líder da seita desde que ela apareceu.
Mas o roteiro do livro foi muito criativo. É uma história mais simples, que nos permite descansar de toda aquela batalha apocalíptica, sem deixar de lado os elementos que amamos nos livros da Cassandra.
Acho muito comovente ver o lado de Alec se apaixonando cada vez mais por Magnus.
Ele vai reconhecendo, durante a viagem, traços do feiticeiro que fazem com que se apegue cada vez mais a ele.
Acho que a vilã foi ótima. Mas é muito triste vê-la se transformar nessa vilã. Nós, assim como Magnus, ficamos comovidos com sua história. É bonito ver Magnus e Alec demonstrarem misericórdia com ela.
Porém, saber que ela continua sendo uma vilã e pode fazer coisas ainda piores na continuação da série é muito ruim.
Ainda mais porque imaginei Shinyun como a atriz Poliana Aleixo, por quem tenho um carinho especial, já que também a imagino como protagonista da série Cormoran Strike.
As cenas de Os Pergaminhos Vermelhos da Magia são muito visuais. As lutas e as cenas de ação são muito massa! Seria perfeito ver tudo isso adaptado para o cinema, com cenas belíssimas.
Ver mais uma peça do quebra-cabeça de Cassandra Clare se formando, com Helena e Aline se conhecendo, também é muito legal.
No início, achei confuso ser um livro que acontece na mesma época que outro. Mas a gente acaba se vendo em vários lugares ao mesmo tempo. Cassandra Clare nos torna onipresentes. E isso é muito legal!
Foi um livro que veio complementar esse universo sem ser atrevido. Uma história linda e muito importante, tanto politicamente quanto para a própria história.
Nota 4,6 ⭐








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