Querido leitor,
Vi a quinta e última temporada de Outer Banks.
A série contava a história de jovens que viviam em uma região litorânea marcada por uma grande divisão entre ricos e pobres. Até que os jovens pobres deixam de apenas fazer bagunça e aproveitar a vida e passam a procurar tesouros escondidos. Com isso, começam a ter como inimigos pessoas muito perigosas.
O último grande inimigo, dessa vez, foi Chandler Groff, pai biológico de um dos jovens doidinhos que vão atrás dos tesouros: JJ.
Depois de toda a confusão envolvendo a morte de JJ, os Pogues partem em busca de vingança contra Groff e também precisam recuperar a Coroa Azul, que perderam no Marrocos.
No meio de tanta perseguição e correria atrás dessa tal coroa, Groff se mostra um tremendo FDP. Ele havia enganado os jovens e os colocado em perigo, além de ter assassinado o ex-sogro, Wes Genrette. Agora, continua sendo perseguido pelos Pogues e pelos Corsários, que também querem a coroa.
A busca leva os jovens a diferentes lugares, até chegarem ao Azerbaijão, onde Kiara consegue recuperar a Coroa Azul. Ela acredita que o objeto possui poderes mágicos capazes de trazer de volta pessoas amadas que já morreram.
Kiara, uma das Pogues, amiga e namorada de JJ, presenciou a morte do rapaz pelas mãos do próprio pai. Desde então, carrega uma sede de vingança e a esperança de conseguir rever o grande amor de sua vida.
Com a coroa em mãos, ela realiza o ritual e pede para que JJ volte à vida. Mas o feitiço não traz o rapaz de volta fisicamente. Em vez disso, Kiara revive lembranças dos momentos que passou ao lado dele. É uma experiência que a ajuda a encontrar um pouco de paz e seguir em frente com o luto.
Os Corsários acabam recuperando a coroa, mas os Pogues conseguem escapar e retornar a Outer Banks.
Enquanto isso, Rafe, irmão de Sarah, também tem sua própria história. Ele tenta melhorar sua relação com a irmã e resolver sua situação com Sofia, com quem construiu um relacionamento.
De volta à ilha, os jovens descobrem que precisam lidar com mais um problema: um furacão se aproxima e todos precisam deixar o local.
Mas Groff ainda está por lá. Ele havia roubado o ouro do Royal Merchant, que estava com Rose, madrasta de Sarah, e pretende fugir com o tesouro.
Kiara descobre o paradeiro dele e decide enfrentá-lo. Ela entra no barco e finalmente consegue cumprir sua vingança contra o homem que matou seu amigo e namorado.
Durante o confronto, Groff acaba morrendo, mas o barco afunda com parte do ouro. Kiara consegue pedir socorro e é resgatada pelos amigos.
Depois da tempestade, os Pogues voltam a procurar o tesouro. Com a ajuda dos cálculos de Pope, John B mergulha e encontra o ouro do Royal Merchant, avaliado em 400 milhões de dólares.
Finalmente, os Pogues conseguem ficar com o tesouro e usam o dinheiro para recuperar suas propriedades e ajudar a reconstruir a ilha.
Resenha
O último capítulo da série *Outer Banks* foi bem confuso, com algumas peças do enredo soltas.
Não ajudou a demora para lançar a última temporada. Não lembrava de muita coisa.
Logicamente, só lembrava da parte em que JJ morreu e de que os Pogues estavam com sede de vingança.
Durante toda a série, a índole dos Pogues foi algo que me impedia de me identificar completamente com os protagonistas. Mas a perda de JJ foi um baque grande. Ele trazia grande parte do divertimento de cada episódio.
John B se tornar um pai responsável, na medida do possível, também deu uma amenizada na loucura que era esse corre-corre dos Pogues atrás dos tesouros.
Também foi chata essa divisão que aconteceu nas aventuras: primeiro, a volta à ilha; depois, a caça a Groff; em seguida, a retomada da busca pela coroa; depois, o retorno à ilha e a procura pela mãe de Sarah. Até agora, não entendi direito por que precisavam daquele cajado.
Acho que, se concentrassem a história em uma única missão, teria sido melhor.
Gostei da sede de vingança de Kiara e de sua crença de que poderia rever JJ. Poderiam ter se concentrado mais nisso. Ela foi a verdadeira protagonista da história.
Rafe também teve sua história paralela, tentando se redimir com a irmã e recuperar sua relação com Sofia. Foi interessante acompanhar esse lado do personagem.
A ideia do furacão no final foi um bom desfecho para a ilha em si, que era quase um personagem próprio.
O ensinamento final foi bonito. Eles perdiam sempre os tesouros, mas o maior tesouro era a união deles e a vontade de aproveitar a vida juntos.
Foi uma série boa, mas poderia ter sido bem melhor se tivesse uma organização maior no roteiro.
Nota: 3,5 ⭐







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